
Da redação | Ozieu Alves | Colíder, MT – 01 de Maio de 2026 | Foto: Reprodução da Internet (Google Gemini)
Seletividade alimentar infantil acende alerta em Mato Grosso e pode indicar casos de autismo
Dados do SISVAN revelam que 5,2% das crianças no estado apresentam baixa estatura; especialistas alertam para a relação entre rigidez na dieta e o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A seletividade alimentar em crianças deixou de ser apenas uma “fase de birra” para se tornar uma questão de saúde pública em Mato Grosso. Dados recentes do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) apontam que 5,2% dos pequenos mato-grossenses sofrem com baixa estatura, um reflexo direto de dietas restritivas. Especialistas advertem que essa resistência severa a novos alimentos pode estar intimamente ligada à rigidez sensorial do Transtorno do Espectro Autista (TEA), exigindo olhar atento de pais e profissionais.
A dificuldade em introduzir novos sabores e texturas no prato das crianças tem desafiado famílias em todo o estado, especialmente na região do Nortão e na capital. O cenário ganha contornos mais sérios quando analisamos o aumento nos diagnósticos de TEA.
Em Mato Grosso, o avanço na identificação do transtorno é visível: mais de 6,6 mil Carteiras de Identificação do Autista já foram emitidas. Esse número reforça a necessidade urgente de uma rede de saúde preparada para diferenciar uma seletividade comum daquela causada pela sensibilidade sensorial característica do autismo.
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Quando a seletividade se torna um risco à saúde
Diferente de uma fase passageira, a seletividade alimentar no autismo tende a ser persistente. Muitas crianças restringem sua dieta a uma única cor ou textura de alimento, o que gera carências graves de nutrientes essenciais como ferro, vitamina D e vitamina B12.
De acordo com a Dra. Fernanda, especialista que acompanha alunos de pós-graduação em Pediatria, o diagnóstico preciso é a chave. Ela explica que a análise deve ser minuciosa para evitar que o desenvolvimento físico e neurológico da criança seja prejudicado por deficiências que podem ser tratadas com suporte adequado.
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Sinais de alerta para os pais
A atenção deve ser redobrada quando a recusa alimentar vem acompanhada de outros comportamentos, como:
- Atraso na fala;
- Baixo contato visual;
- Engasgos frequentes durante as refeições;
- Dificuldade que persiste após os 6 anos de idade.
“Nem toda seletividade é normal. O suporte precoce é crucial para garantir que a criança se desenvolva de forma saudável”, reforça a especialista.
Atendimento gratuito em Cuiabá
Para auxiliar as famílias, a Afya Educação Médica em Cuiabá disponibiliza atendimentos gratuitos em especialidades como Pediatria e Nutrologia. As consultas devem ser agendadas pelo telefone (65) 99689-7280. A iniciativa busca dar suporte à rede pública e agilizar diagnósticos que muitas vezes demoram a acontecer.
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TransMeridional | TOCANDO VOCÊ – A rádio que informa Mato Grosso. Colíder, MT – 01 de maio de 2026 às 08:40
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