
Da redação | Ozieu Alves | Colíder, MT – 30 de Abril de 2026 | Foto: Google Gemini (Internet)
MPT requer condenação de R$ 118 milhões contra JBS por irregularidades em fazendas fornecedoras
“Ação civil pública aponta que a gigante do setor frigorífico adquiriu gado de propriedades incluídas na “lista suja” do trabalho escravo no Pará.”
O Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou com uma ação civil pública solicitando a condenação da JBS ao pagamento de R$ 118,5 milhões por danos morais coletivos. A acusação sustenta que a empresa manteve a compra de gado proveniente de fazendas localizadas no Pará que constavam na “lista suja” do trabalho escravo, violando normas fundamentais de direitos humanos na cadeia produtiva.
Entenda a acusação contra a gigante do setor
A investigação aponta que, entre os anos de 2017 e 2023, a JBS teria adquirido milhares de cabeças de gado de propriedades rurais onde foram constatadas condições análogas à escravidão. O MPT argumenta que a empresa falhou em seus mecanismos de controle e rastreabilidade, permitindo que produtos vinculados a graves infrações sociais entrassem em sua linha de suprimentos.
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Impacto no setor produtivo e transparência
A ação judicial é considerada uma das maiores do gênero e acende um alerta para todo o setor pecuário, inclusive em Mato Grosso, onde a vigilância sobre a origem do rebanho tem sido pauta constante. O valor solicitado de R$ 118 milhões reflete a gravidade das denúncias e busca desestimular a negligência na fiscalização de fornecedores indiretos e diretos.
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O que diz a defesa
Em nota oficial, a JBS costuma reiterar que possui políticas rigorosas de sustentabilidade e que bloqueia imediatamente fornecedores que descumprem seus códigos de conduta. No entanto, o MPT sustenta que os sistemas de auditoria da companhia foram insuficientes para impedir a comercialização com as fazendas citadas no processo.
Próximos passos na justiça
O caso segue agora para análise da Justiça do Trabalho. Além da multa milionária, o Ministério Público exige a implementação de medidas mais severas de monitoramento geoespacial e auditorias independentes para garantir que nenhum animal oriundo de áreas com irregularidades trabalhistas seja processado.
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