Colíder, MT – 13 de maio de 2026 12:23
Foto da fazenda Conforto. Fundo sob degrade vermelho estão os bois no confinamento, caminhões entregando ração e a direita em baixo a manchete.

Órgão regulador nega rito acelerado para negócio de R$ 1 bilhão da JBJ Agropecuária; união criaria gigante com capacidade para 700 mil animais/ano.

Por Redação TransMeridional Web 13 de maio de 2026 | Atualizado às 09:43 Foto por: Reprodução


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu barrar a tramitação acelerada da compra da Fazenda Conforto pela JBJ Agropecuária.

A operação, avaliada em mais de R$ 1 bilhão, agora passará por uma análise minuciosa que pode durar até um ano para ser concluída.

O mercado observa com atenção, já que a decisão impacta diretamente a competitividade e os preços pagos aos pecuaristas da região.

Riscos de concentração de mercado

O superintendente-geral do Cade, Alexandre Barreto de Souza, manifestou dúvidas sobre a participação conjunta das empresas no mercado nacional.

A análise técnica indica que a união pode gerar uma concentração superior a 50% em determinados setores da cadeia produtiva.

Isso acionou o índice HHI, que mede o equilíbrio de mercado, sugerindo riscos reais de domínio econômico e pressão sobre produtores menores.

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O maior projeto pecuário da América Latina

Se aprovada, a estrutura controlada por José Batista Júnior passaria a confinar mais de 700 mil animais anualmente.

A Fazenda Conforto, situada em Nova Crixás (GO), é uma referência em produtividade, tendo faturado sozinha mais de R$ 1,2 bilhão em 2023.

“O enfrentamento desse tipo de concentração depende de uma análise rigorosa para evitar que o poder de barganha do produtor seja esmagado”, apontam especialistas.

Impactos diretos no bolso do produtor

Para o pecuarista mato-grossense e goiano, o principal receio é a redução da concorrência na hora de escoar a produção de gado.

Com poucos compradores de grande porte, o poder de negociação das fazendas diminui, o que pode achatar as margens de lucro no campo.

O Cade agora avaliará se o negócio cria barreiras intransponíveis para concorrentes menores e se haverá influência artificial nos preços.


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Nota de Esclarecimento Público: Esta matéria tem caráter estritamente jornalístico e informativo. O conteúdo foi produzido com base em decisões públicas do Cade e dados de mercado, visando a transparência e o fomento do debate sobre a livre concorrência no agronegócio brasileiro.

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