Colíder, MT – 13 de maio de 2026 14:34

Sinop dispara nas exportações e assume liderança em Mato Grosso com alta de 36,8%

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Polo do Nortão movimenta mais de R$ 1,2 bilhão em vendas internacionais em apenas um mês e supera gigantes como Rondonópolis e Sorriso; soja domina embarques e China segue como principal destino Por Redação TransMeridional Web13 de maio de 2026 | Atualizado às 10h56 Foto por: Reprodução As indústrias de Sinop colocaram o município no […]

Colíder se mobiliza contra o abuso infantil com caminhada da campanha “Faça Bonito”.

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Mobilização liderada pela secretária Michele Schenkel percorre as ruas no dia 18 de maio para conscientizar famílias e incentivar denúncias. Por Redação TransMeridional Web 13 de maio de 2026 | Atualizado às 08:24 Foto por: Assessoria PMC/Gemini A Prefeitura de Colíder prepara uma grande mobilização social para enfrentar a violência silenciosa que atinge menores na […]

UE suspende compra de carne brasileira e pecuária de Mato Grosso entra em alerta

UE suspende compra de carne brasileira e pecuária de Mato Grosso entra em alerta

Decisão barra exportações de proteína animal a partir de setembro por restrições a antibióticos; produtores regionais buscam adequação urgente. Por Redação TransMeridional Web 13 de maio de 2026 | Atualizado às 06:24 Foto por: Gemini A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina e outros produtos […]

Governo recebe com ‘surpresa’ veto a carnes brasileiras pela UE e tentará reverter decisão

Governo recebe com 'surpresa' veto a carnes brasileiras pela UE e tentará reverter decisão

União Europeia veta importações de carne e produtos de origem animal do Brasil
O governo disse que recebeu com “surpresa” a retirada do Brasil da lista de países que podem exportar carnes e produtos de origem animal para a União Europeia. Em nota conjunta, os Ministérios da Agricultura, do Comércio Exterior e das Relações Exteriores disseram que vão tentar reverter a decisão.
“O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos”, diz o comunicado.
➡️ A lista define quais países cumprem as normas sanitárias do bloco e poderão continuar exportando carne e outros produtos de origem animal para a Europa a partir de 3 de setembro.
O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia realizará uma reunião com as autoridades sanitárias da União Europeia na quarta-feira (13), para discutir o assunto, informou a nota.
Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária, informou a agência de notícias France Presse. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem autorizados.
➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.
O governo brasileiro afirma que o país possui um “sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida”.
Sem União Europeia, Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões em carnes
Em entrevista à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, confirmou que o Brasil não está na lista e poderá deixar “de exportar para a UE mercadorias como bovinos, equinos, aves, ovos, aquicultura, mel e invólucros”.
A lista foi publicada nessa terça-feira (12), mas passará a ter efeito legal quando a UE publicá-la em seu diário oficial.
De acordo com a porta-voz da UE, para voltar à lista, “o Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos da União relativos à utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais dos quais provêm os produtos exportados”.
“Assim que a conformidade for demonstrada, a UE poderá autorizar ou retomar as exportações”, afirmou, acrescentando que o bloco vem colaborando com as autoridades brasileiras sobre o tema.
Na lista de 2024, o Brasil aparecia como autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel.
Veto da UE à carne do Brasil: veja perguntas e respostas sobre a decisão
Proibição de antimicrobianos
A União Europeia proíbe os antimicrobianos que são utilizados também para crescimento dos animais, explica Leonardo Munhoz, pesquisador do Centro de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
São eles:
virginiamicina;
avoparcina;
cacitracina;
tilosina;
espiramicina;
avilamicina.
Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria que proíbe a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.
Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois caminhos: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.
A segunda opção não é fácil de aplicar, pois depende da rastreabilidade do produto, é mais demorada e custosa, aponta Munhoz.
Assim que for comprovado que a pecuária brasileira não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso ocorra após setembro.
Segundo o pesquisador, já se sabia que a União Europeia planejava essas restrições desde 2019.
“Gera preocupação relevante para o agro porque a União Europeia é um mercado estratégico para proteínas animais e porque essas exigências podem impactar rastreabilidade, certificação sanitária e compliance exportador”, afirma o pesquisador.
A União Europeia é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira em valor exportado, depois de China e Estados Unidos, segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. Para carnes em geral, o bloco é o segundo maior mercado, atrás da China.
O que diz o setor
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) disse que o Brasil segue “plenamente habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu” e que “o eventual impedimento às exportações somente ocorrerá caso as garantias e adequações requeridas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a data estabelecida”.
“O setor privado tem trabalhado em parceria com o Ministério da Agricultura na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias […]. Há, inclusive, previsão de missão europeia ao Brasil no segundo semestre para avanço e conclusão desse processo técnico.”
“A carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios dos principais mercados internacionais, com rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente. Atualmente, o Brasil exporta para mais de 170 países, sustentado por um dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo”, destacou a entidade.
Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse que, com o apoio do governo, “prestará todos os esclarecimentos necessários à União Europeia”
“É importante enfatizar: o Brasil cumpre integralmente todos os requisitos da União Europeia, inclusive no que tange aos regulamentos sobre antimicrobianos. É o que o Brasil demonstrará às autoridades sanitárias europeias.”
“O setor brasileiro reforça que o país possui estruturas sanitárias e de controle produtivo robustas, com rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde animal e segurança dos alimentos”, destacou a ABPA.
O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel), Renato Azevedo, afirmou ao g1 que a notícia “pegou de surpresa” o setor. “Entendo que isso é algo político, visto que há uma grande pressão dos europeus para barrar produtos brasileiros depois do acordo do Mercosul”, afirmou.
“Para o mel, é totalmente descabido falar em risco de uso excessivo de antibióticos, considerando que o Brasil é o principal produtor de mel orgânico do mundo”, destacou Azevedo.
A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abepesca), por sua vez, diz que não exporta para UE desde 2016.
A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) disse que a medida é preocupante, principalmente “considerando que o Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor no início deste mês”.
A entidade irá buscar participar dos diálogos com autoridades europeias para reverter a medida.
Vietnã habilitou frigorífico de MS para exportar carne bovina.
Reprodução

Consumo de vinho no Brasil bate recorde em 2025 e avança na contramão do mercado global

Consumo de vinho no Brasil bate recorde em 2025 e avança na contramão do mercado global

O Brasil foi um dos poucos destaques positivos no mercado mundial de vinhos em 2025. Enquanto o consumo global recuou 2,7%, o país registrou o maior volume de consumo de sua história, segundo estimativas divulgadas nesta terça-feira (12) pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).
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Segundo maior mercado da América do Sul, o Brasil consumiu 4,4 milhões de hectolitros no ano passado. Um hectolitro equivale a 100 litros. O resultado representa um aumento de 41,9% em relação a 2024, quando o consumo havia sido excepcionalmente baixo.
No mundo, o consumo de vinho somou 208 milhões de hectolitros em 2025. De acordo com a OIV, as compras globais vêm encolhendo de forma contínua e já acumulam queda de 14% desde 2018.
Entre os principais mercados, a tendência foi predominantemente de retração. Na Argentina, o consumo caiu pelo quinto ano seguido, recuando 2,6% em relação a 2024, para 7,5 milhões de hectolitros.
Vídeos em alta no g1
Entre os dez maiores consumidores do mundo, apenas Portugal apresentou crescimento no ano passado, impulsionado pela demanda interna.
Segundo a OIV, a redução do consumo reflete mudanças nos hábitos dos consumidores e, desde a pandemia de covid-19, também a perda de poder de compra das famílias e o aumento dos custos e dos preços.
Três países tiveram papel importante nesse movimento: Estados Unidos, França e China.
Os Estados Unidos, que durante muitos anos lideraram o mercado mundial de vinhos, reduziram o consumo em 4,3% em 2025, para 31,9 milhões de hectolitros.
Na França, principal mercado da União Europeia, a queda foi de 3,2%, para 22 milhões de hectolitros, mantendo uma trajetória de redução observada há várias décadas.
Na União Europeia, responsável por 48% do consumo global, a Itália também registrou retração, de 9,4%, para 20,2 milhões de hectolitros. Alemanha e Espanha seguiram a mesma tendência.
Ao lado do Brasil, o Japão esteve entre os poucos países que apresentaram aumento no consumo de vinho em 2025.
A China, por sua vez, perdeu posições no ranking mundial. Atualmente, é o 11º maior consumidor de vinho, depois de ocupar a sexta colocação em 2020. Desde 2018, o país vem reduzindo suas compras de forma contínua.
Brasil também amplia área de vinhedos
O avanço brasileiro não se limitou ao consumo. O país também ampliou a área dedicada ao cultivo de uvas para vinho, em contraste com a tendência de retração observada em diversos produtores internacionais.
A Espanha, que possui a maior área de vinhedos do mundo, somava 919 mil hectares em 2025, uma redução de 1,3% em relação ao ano anterior.
Na América do Sul, a Argentina manteve a trajetória de queda iniciada em 2015 e encerrou 2025 com 196 mil hectares, 1,9% abaixo do registrado em 2024.
O Chile também continuou encolhendo sua área cultivada. Em 2025, os vinhedos do país ocuparam 154 mil hectares, uma queda de 3,7% no ano. Desde 2019, a área total recuou 27%.
Na direção oposta, o Brasil expandiu sua área de vinhedos pelo quinto ano consecutivo, alcançando 91 mil hectares em 2025, um crescimento de 9,6% na comparação com o ano anterior.
Garrafeira dos Sócios, um vinho tinto português especial.
Divulgação.

Sem a União Europeia, Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões ao ano em carnes

Sem a União Europeia, Brasil pode deixar de exportar quase US$ 2 bilhões ao ano em carnes

União Europeia veta importações de carne e produtos de origem animal do Brasil
A União Europeia (UE) publicou, nesta terça-feira (12), uma atualização da lista de países que cumprem suas regras contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e excluiu o Brasil.
➡️ A lista define quais países cumprem as normas sanitárias do bloco e poderão continuar exportando carne e outros produtos de origem animal para a Europa a partir de 3 de setembro.
Segundo a UE, o Brasil foi excluído por não fornecer garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária, informou a agência de notícias France Presse.
A União Europeia é o segundo maior mercado para carnes brasileiras em valor, atrás apenas da China, segundo dados da Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura.
Em 2025, o bloco comprou 368,1 mil toneladas de produtos, em negócios que somaram US$ 1,8 bilhão.
➡️ Considerando apenas a carne bovina, o Brasil arrecadou US$ 1,048 bilhão com o bloco, com um total de 128 mil toneladas exportadas. O produto é o mais relevante da categoria nas vendas aos europeus em valor e representa o terceiro maior destino da carne bovina brasileira, atrás de China e Estados Unidos.
➡️ A comercialização de carne de frango para a União Europeia, em 2025, atingiu US$ 762 milhões e 230 mil toneladas.
➡️ Outros produtos também devem ser impactados. O mel somou US$ 6 milhões em exportações, com volume de mil toneladas.
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil não exporta carne suína para a União Europeia.
Por que o Brasil ficou de fora?
A União Europeia proíbe o uso de antimicrobianos na pecuária. Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.
Em entrevista à agência Lusa, a porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, confirmou que o Brasil não está na lista e poderá deixar “de exportar para a UE mercadorias como bovinos, equinos, aves, ovos, aquicultura, mel e invólucros”.
De acordo com a porta-voz da UE, para voltar à lista, “o Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos da União relativos à utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais dos quais provêm os produtos exportados”.
“Assim que a conformidade for demonstrada, a UE poderá autorizar ou retomar as exportações”, afirmou, acrescentando que o bloco vem colaborando com as autoridades brasileiras sobre o tema.
Em nota conjunta, os Ministérios da Agricultura, do Comércio Exterior e das Relações Exteriores disseram que vão tentar reverter a decisão.
O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia realizará uma reunião com as autoridades sanitárias da União Europeia na quarta-feira (13), para discutir o assunto, informou o comunicado.
Segundo Leonardo Munhoz, doutor em direito agroambiental e advogado no VBSO, os antimicrobianos proibidos são:
virginiamicina;
avoparcina;
cacitracina;
tilosina;
espiramicina;
avilamicina.
Em abril, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria que proíbe a importação, fabricação, comercialização e uso de alguns antimicrobianos usados como melhoradores de desempenho, incluindo avoparcina e virginiamicina.
Para voltar à lista da UE, o Brasil tem dois caminhos: restringir legalmente o uso dos demais medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.
A segunda opção não é fácil de aplicar, pois depende da rastreabilidade do produto, é mais demorada e custosa, aponta Munhoz.
Assim que for comprovado que a pecuária brasileira não usa esses antimicrobianos, o país poderá voltar a exportar, mesmo que isso ocorra após setembro.
Segundo o pesquisador, já se sabia que a União Europeia planejava essas restrições desde 2019.
“Gera preocupação relevante para o agro porque a União Europeia é um mercado estratégico para proteínas animais e porque essas exigências podem impactar rastreabilidade, certificação sanitária e compliance exportador”, afirma o pesquisador.
Acordo Mercosul e União Europeia
A publicação da lista ocorre 12 dias após a assinatura de um acordo de livre comércio com os países do Mercosul, criticado por agricultores e ambientalistas europeus, especialmente na França.
A medida desta terça-feira não tem relação com o acordo, afirma Munhoz. A lista é uma regulamentação sanitária, ou seja, uma exigência que qualquer país pode adotar para garantir a segurança dos alimentos consumidos pela população.
O acordo entrou em vigor em 1º de maio, em caráter provisório, e aguarda uma decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.
“Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona”, afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen.
Carne bovina de MT
Assessoria