Colíder, MT – 13 de maio de 2026 12:22
Produtor mato-grossense segurando brinco da UE na orelha do bovino, bandeira da UE ao lado esquerdo e bovinos ao fundo desfocado.

Decisão barra exportações de proteína animal a partir de setembro por restrições a antibióticos; produtores regionais buscam adequação urgente.

Por Redação TransMeridional Web 13 de maio de 2026 | Atualizado às 06:24 Foto por: Gemini


A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina e outros produtos de origem animal.

A medida, publicada nesta terça-feira (12), passa a valer em 3 de setembro de 2026 e atinge diretamente o coração da economia mato-grossense.

O bloqueio ocorre devido a novas normas sanitárias rigorosas que proíbem o uso de antimicrobianos para acelerar o crescimento de animais.

Impacto bilionário no setor produtivo

A restrição europeia não se limita apenas à carne bovina, principal item da pauta exportadora de Mato Grosso, mas também a aves, ovos e mel.

Estimativas apontam que o Brasil pode deixar de arrecadar quase US$ 2 bilhões anualmente com o fechamento deste mercado de alto valor.

Diferente de vizinhos como Argentina e Uruguai, o Brasil não apresentou garantias de rastreabilidade que satisfizessem as exigências do bloco.

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O impasse dos antibióticos e a rastreabilidade

A UE exige provas de que substâncias como a virginiamicina não foram utilizadas em nenhuma etapa do ciclo de vida do animal.

“O sistema sanitário brasileiro é robusto, mas a exigência europeia agora foca em critérios que mudam a rotina do confinamento”, afirmam especialistas.

Para reverter o cenário, o governo brasileiro iniciou negociações, tentando evitar que o prejuízo se consolide no último trimestre do ano.

Pressão política e lei antidesmatamento

Analistas indicam que a decisão possui um forte componente político, vindo especialmente de produtores franceses que temem a concorrência.

Além da questão sanitária, o setor produtivo já se prepara para a Lei Antidesmatamento (EUDR), prevista para o final de 2026.

Essa legislação deve bloquear produtos vindos de áreas desmatadas após 2020, somando mais um desafio técnico para o pecuarista.


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