
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projetou um salto na produção total de etanol para 7,27 milhões de metros cúbicos na safra 2025/26, atraindo a atenção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), cujos representantes foram recebidos pelo superintendente do instituto, Cleiton Gauer, economista responsável por apresentar as estimativas de expansão do setor baseadas no milho e na cana.
Por Redação TransMeridional Web | 30 de Maio de 2026 – 05h41 | Imagem: Jonatas Boni/Divulgação
O avanço expressivo no mercado global de biocombustíveis colocou o agronegócio de Mato Grosso no radar direto do governo dos Estados Unidos nesta semana.
Uma comitiva internacional do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) realizou uma visita técnica inédita à sede do Imea para coletar dados estratégicos.
O foco central do encontro foi mapear o crescimento acelerado do combustível vegetal no estado, impulsionado fortemente pelo processamento do milho safrinha.
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Salto histórico na safra atual
As projeções oficiais indicam que o processamento do grão deve atingir a marca isolada de 6,18 milhões de metros cúbicos na temporada 2025/26.
Esse volume representa uma alta consolidada de 9,89% no segmento de milho em comparação direta com o ciclo produtivo anterior.
Por sua vez, o biocombustível oriundo da cana-de-açúcar deve registrar 1,09 milhão de metros cúbicos, com avanço mais tímido de 1,37%.
Meta é duplicar volume em dez anos
Somados os dois setores, Mato Grosso deve consolidar uma oferta de 7,27 milhões de metros cúbicos do combustível fóssil alternativo neste ciclo.
A curva de crescimento a longo prazo estima que o estado atinja a marca de 15,02 milhões de metros cúbicos até o período de 2033/34.
A meta audaciosa significa, na prática, que o território mato-grossense vai dobrar toda a sua capacidade de fornecimento atual nos próximos anos.
“Para nós, o principal é fortalecer um relacionamento construído ao longo do tempo. Essa foi a primeira visita que recebemos deles aqui no Instituto, mas já tivemos oportunidades de intercâmbio com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Esse reconhecimento demonstra que estamos no caminho certo, desenvolvendo estudos e informações de qualidade com os recursos que temos disponíveis.”
Impacto direto no comércio exterior
A comitiva norte-americana foi integrada pelo economista de agricultura Timothy O’Neil e pela especialista no mercado do agronegócio Thiemi Hayashi.
Os analistas estrangeiros demonstraram forte interesse em entender como a autossuficiência do Centro-Oeste vai afetar o fluxo global de exportações.
Foram debatidos tópicos sensíveis como o envio de biocombustível dos EUA para o Nordeste brasileiro e a concorrência nos portos internacionais.
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Seção de Serviço
- O quê: Divulgação de dados e projeções sobre o mercado de biocombustíveis e etanol de milho.
- Local: Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cuiabá – MT.
- Data: Levantamento atualizado correspondente ao ciclo de safras e intercâmbio realizado em maio de 2026.
- Contato: Assessoria de Comunicação do Imea / Relatórios de Mercado Agropecuário.
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Nota de Esclarecimento Público: Esta matéria jornalística baseia-se estritamente nas projeções oficiais de safra e dados de mercado apurados e divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Este portal mantém seu compromisso com a isenção informativa e a precisão técnica dos indicadores econômicos apresentados.
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