
Da redação | Ozieu Alves | Colíder, MT – 04 de Maio de 2026 | Foto: Google Gemini (Internet)
Escassez de pluma de alta qualidade e alta do dólar impulsionam cotações; produtores de Mato Grosso seguram vendas à espera de novas valorizações.
O mercado de algodão em pluma no Brasil vive um momento de forte valorização neste primeiro semestre de 2026. Impulsionado pela baixa oferta interna de produtos de qualidade superior e pela escalada do dólar frente ao real, o preço da fibra atingiu o patamar mais elevado dos últimos nove meses. O cenário impacta diretamente Mato Grosso, o maior produtor nacional, onde a retenção de estoques por parte dos cotonicultores tem pressionado as indústrias têxteis a elevarem suas ofertas de compra.
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Fatores que impulsionam a alta no mercado nacional
A subida nos preços é explicada por um “efeito pinça” na economia gaúcha e brasileira. De um lado, o dólar valorizado torna a exportação da pluma extremamente lucrativa, atraindo o interesse dos grandes players para o mercado externo. De outro, a disponibilidade de algodão para pronta entrega (mercado spot) é limitada, já que grande parte da safra anterior já foi comercializada.
Em Mato Grosso, o coração do “Nortão” e do agronegócio brasileiro, os produtores estão focados no desenvolvimento da nova safra e adotam uma postura cautelosa. Ao aguardar preços ainda mais competitivos, eles reduzem o volume de negócios imediatos, o que força a indústria têxtil nacional a pagar mais caro para manter as linhas de produção ativas.
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Impacto na indústria e influência de Nova Iorque
A volatilidade na Bolsa de Nova Iorque também desempenha um papel crucial. Como o produto brasileiro está altamente competitivo lá fora, existe uma disputa acirrada entre a demanda internacional e o consumo das fiações internas.
Especialistas do setor alertam que este aumento de custos na matéria-prima pode chegar ao consumidor final em breve. Tecidos, vestuários e outros derivados da fibra devem sofrer reajustes conforme a indústria de transformação repassa a alta dos insumos.
O que esperar para os próximos meses?
A expectativa do mercado agora se volta para o início da colheita da nova temporada, prevista para os meses de junho e julho. A entrada dessa nova produção pode normalizar a oferta e trazer um equilíbrio maior às cotações. Por ora, o algodão se consolida como um dos protagonistas de rentabilidade no agronegócio em 2026.
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TransMeridional | TOCANDO VOCÊ – A rádio que informa Mato Grosso. Colíder, MT – 4 de maio de 2026 às 06:17
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