
Fiscalizações da Operação Energia Limpa identificaram ligações clandestinas em estabelecimentos comerciais, residência e propriedade rural em Sinop, Alta Floresta, Cláudia e Poconé; cinco pessoas foram presas em flagrante.
Da Redação | 12 de Junho de 2026, 05h56 | Foto: Internet
Uma operação conjunta de combate ao furto de energia elétrica realizada em Mato Grosso identificou irregularidades em Sinop, Alta Floresta, Cláudia e Poconé e resultou na prisão de cinco pessoas em flagrante. A ação faz parte da Operação Energia Limpa, conduzida pela Energisa Mato Grosso em parceria com a Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, a Polícia Militar do Estado de Mato Grosso e a Politec.
As equipes encontraram diferentes tipos de fraude na rede elétrica, incluindo ligações clandestinas, adulterações que impediam o registro correto do consumo e conexões diretas sem medição. Segundo os responsáveis pela fiscalização, todas as práticas tinham o mesmo objetivo: consumir energia sem o devido faturamento.
Frigorífico em Poconé foi alvo da operação
Em Poconé, os fiscais identificaram um transformador de 112,5 kVA conectado diretamente à rede elétrica sem qualquer sistema de medição. O gerente da unidade foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.
Flagrantes em Sinop, Cláudia e Alta Floresta
No Nortão, as fiscalizações ocorreram em áreas urbanas e rurais.
- Em Sinop, foram identificadas irregularidades em uma borracharia e em uma serralheria, ambas com ligações clandestinas.
- Em Cláudia, uma propriedade rural utilizava um sistema que impedia o registro correto do consumo de energia.
- Em Alta Floresta, os fiscais encontraram uma ligação direta à rede de distribuição em uma residência de alto padrão, sem instalação de medidor.
Os responsáveis pelos imóveis e estabelecimentos foram encaminhados para as providências legais cabíveis.
Infraestrutura
Por que o tema importa para a região
A energia elétrica é um insumo essencial para comércio, agroindústria e atividades produtivas do Norte de Mato Grosso. Fraudes na rede podem provocar sobrecarga, interrupções no fornecimento e aumento do risco de acidentes, afetando tanto consumidores quanto empresas.
Crime e riscos à segurança
Além de configurar crime previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena que pode variar de um a quatro anos de reclusão, o furto de energia também representa risco à segurança pública. Ligações clandestinas podem provocar sobrecarga na rede elétrica, interrupções no fornecimento, choques elétricos e incêndios.
As equipes participantes da operação afirmam que as ações de fiscalização continuarão em diferentes municípios de Mato Grosso para combater fraudes e reduzir os impactos causados pelas irregularidades na rede de distribuição.
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