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Representantes da comitiva chinesa com diretores e engenheiros agrícolas da Famato, ao fundo, na parede o logotipo com o nome Famato.

Empresa analisa instalação de unidade para produção de aminoácidos utilizados na nutrição animal

Da Redação | 10 de Junho de 2026 – 10h19 | Foto: Famato

Uma das maiores empresas globais do setor de biofermentação, a Fufeng Group Limited, da China, avalia investir em Mato Grosso com a possível instalação de uma unidade industrial voltada ao processamento de milho para produção de lisina e treonina. Os aminoácidos são amplamente utilizados pela cadeia de nutrição animal e representam um segmento estratégico da agroindústria internacional.

Representantes da multinacional estiveram nesta terça-feira (9) na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), em Cuiabá, para conhecer o potencial produtivo do estado e discutir possíveis oportunidades de investimento.

Saiba mais detalhes no site da Famato. AQUI

A projeção inicial apresentada pela empresa prevê capacidade anual de produção de 240 mil toneladas de lisina e 60 mil toneladas de treonina, com demanda estimada de aproximadamente 560 mil toneladas de milho por ano.

Além da disponibilidade de matéria-prima, a comitiva buscou informações sobre logística, infraestrutura, programas estaduais de incentivo à industrialização e capacidade de expansão da cadeia produtiva mato-grossense.

O encontro também contou com participação de representantes da Agência Mato-grossense de Promoção de Investimentos e Competitividade (Invest MT) e da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).

Industrialização do milho ganha força em Mato Grosso

O interesse da empresa chinesa reforça o movimento de industrialização do milho em Mato Grosso, impulsionado nos últimos anos pelo crescimento das usinas de etanol de milho e pela ampliação da demanda industrial dentro do próprio estado.

Para o diretor de Relações Institucionais da Famato, Ronaldo Vinha, Mato Grosso reúne condições estratégicas para atrair indústrias ligadas ao agronegócio.

“O estado possui produção crescente, disponibilidade de insumos e capacidade de expansão. Avançar na verticalização da produção significa gerar empregos, renda e fortalecer a economia regional”, afirmou.

Segundo ele, poucos estados no mundo concentram ao mesmo tempo grande produção agrícola, disponibilidade de área e potencial logístico para receber empreendimentos industriais desse porte.

Cadeia produtiva do milho se fortalece

Durante a reunião, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, destacou que a chegada de novas indústrias tende a impulsionar ainda mais a produção agrícola estadual.

De acordo com ele, o crescimento das plantas de etanol de milho nos últimos anos mostrou que a industrialização não reduz a oferta de matéria-prima, mas estimula novos investimentos no campo.

“Mato Grosso respondeu ao aumento da demanda industrial ampliando a produção e fortalecendo toda a cadeia produtiva”, explicou.

Conforme dados apresentados no encontro, o estado passou de aproximadamente 30 milhões para mais de 55 milhões de toneladas de milho produzidas em um curto período, cenário atribuído à expansão tecnológica, ganho de produtividade e crescimento da demanda industrial.

Investimento pode ampliar desenvolvimento regional

Para a Invest MT, o interesse de grupos internacionais demonstra a competitividade de Mato Grosso no cenário global do agronegócio e da agroindústria.

O gerente de Atração de Investimentos da agência, Leonardo Figueiredo, afirmou que projetos industriais desse porte contribuem diretamente para geração de empregos, qualificação profissional e fortalecimento econômico regional.

Além da produção agrícola em larga escala, Mato Grosso vem ampliando sua relevância como polo de processamento industrial ligado ao agro, movimento que ganha força principalmente nas regiões cortadas pela BR-163, corredor estratégico para o escoamento da produção.

A possível instalação da indústria também pode ampliar o valor agregado da cadeia do milho dentro do estado, reduzindo a dependência da exportação de matéria-prima e fortalecendo o processo de verticalização da economia mato-grossense.

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Expediente Editorial | Comunicar WEB – TransMeridional

Esta reportagem foi produzida com base em informações divulgadas por entidades do setor agropecuário e econômico de Mato Grosso, incluindo Famato, Invest MT e representantes do segmento produtivo estadual.

O conteúdo segue critérios editoriais fundamentados em jornalismo informativo, contextualização econômica e relevância regional, sem antecipar projeções não confirmadas oficialmente pelas instituições envolvidas.

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