
Mercado acompanha Chicago, dólar e exportações enquanto produtores seguram negociações no início de junho
Por Redação TransMeridional Web | 01 de junho de 2026 – 13hh1
Imagem: Reprodução/Arquivo Agro
O mercado agropecuário começou a semana com movimentações distintas entre os principais segmentos. Enquanto soja e milho registram pressão nas bolsas internacionais por conta da safra norte-americana e avanço da oferta brasileira, o boi gordo segue sustentado no mercado interno. O dólar próximo de R$ 5,03 continua influenciando diretamente as negociações no país. Analistas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) apontam que o produtor mantém postura cautelosa diante das oscilações cambiais e do comportamento das commodities em Chicago.
A soja abriu junho em queda moderada na Bolsa de Chicago.
O contrato julho opera na faixa de US$ 11,86 por bushel, refletindo o clima favorável nas lavouras dos Estados Unidos e a realização de lucros após altas recentes.
No Brasil, o mercado segue mais firme devido ao câmbio e aos prêmios de exportação.
Em algumas regiões portuárias, os preços permanecem acima de R$ 130 por saca.
Saiba mais notícias acessando o site do Imea Mato Grosso.
Milho sente pressão da segunda safra
O milho também iniciou a semana pressionado.
A entrada da segunda safra brasileira no mercado aumenta a oferta disponível e reduz o ritmo das negociações.
Na B3, o contrato julho gira próximo de R$ 65 por saca.
O setor acompanha ainda o comportamento dos fretes e o desempenho das exportações brasileiras neste início de mês.
“O produtor continua atento ao câmbio e à logística. O mercado segue sensível à oferta crescente da safrinha”, avaliam analistas do setor agropecuário.
Pecuária mantém cenário positivo
Diferente dos grãos, o mercado pecuário segue sustentado.
O boi gordo permanece firme com oferta restrita de animais terminados e escalas apertadas nos frigoríficos.
O contrato junho na B3 opera próximo de R$ 347 por arroba.
As exportações para a China continuam sendo um dos principais fatores de sustentação do mercado brasileiro.
Café recua após volatilidade
O café iniciou a semana em correção negativa após semanas de forte volatilidade.
Na Bolsa brasileira, o contrato setembro opera perto de US$ 308,50.
O mercado monitora as condições climáticas no cinturão cafeeiro brasileiro e a movimentação do dólar frente ao real.
Além disso, investidores acompanham as oscilações do petróleo e dos juros norte-americanos, fatores que seguem influenciando diretamente o mercado internacional de commodities.
“O cenário externo continua trazendo forte influência para o agro brasileiro, principalmente através do dólar e das tensões geopolíticas”, apontam especialistas do mercado financeiro ligados ao agronegócio.
Dólar continua decisivo para o agro
A moeda norte-americana segue como um dos principais termômetros do agronegócio nacional.
Mesmo com pressão em Chicago, o dólar acima dos R$ 5 ajuda a sustentar os preços internos da soja e de outras commodities exportadas pelo Brasil.
O petróleo em alta também mantém atenção sobre o setor de biocombustíveis e derivados agrícolas.
Principais números do mercado
- Soja Chicago Julho: US$ 11,86/bushel
- Milho B3 Julho: R$ 65/saca
- Boi Gordo Junho: R$ 347/arroba
- Café Setembro: US$ 308,50
- Dólar: R$ 5,03
Serviço
- O quê: Boletim semanal do mercado agropecuário
- Local: Mato Grosso e mercado internacional
- Data: Segunda-feira, 1º de junho de 2026
- Contato: Redação TransMeridional Web
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Nota de Esclarecimento Público: Esta reportagem foi produzida com base em dados de mercado, relatórios técnicos e informações públicas disponibilizadas por instituições ligadas ao agronegócio e setor financeiro. O conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e jornalístico.
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