
Da redação | Ozieu Alves | Colíder, MT – 14 de Abril de 2026 | Foto: Reprodução da Internet (Ilustrativa)
Tecnologia – A indústria de proteína animal no Brasil está prestes a dar um salto tecnológico significativo. Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma solução baseada em Inteligência Artificial (IA) capaz de avaliar o frescor da carne em tempo real, utilizando apenas imagens digitais. A inovação promete transformar a segurança alimentar e reduzir o desperdício em toda a cadeia produtiva, do frigorífico ao consumidor final.
Como a Tecnologia Funciona
Diferente dos métodos tradicionais, que exigem análises laboratoriais demoradas e custos elevados, a nova ferramenta utiliza redes neurais profundas para analisar padrões visuais imperceptíveis ao olho humano. O sistema consegue identificar sinais de oxidação e degradação logo nos estágios iniciais.
Nos testes experimentais, a tecnologia apresentou níveis de precisão entre 93% e 100%. Além de garantir um produto de melhor qualidade na prateleira, a IA elimina a necessidade de contato manual com as amostras, aumentando o rigor sanitário.
Cenário de Produção em Alta
Essa inovação chega em um momento estratégico para o país. De acordo com projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de carnes deve alcançar 33,38 milhões de toneladas em 2026.
Embora o setor bovino apresente um recuo cíclico de 5,3% (estimado em 11,3 milhões de toneladas), o crescimento recorde nas produções de frango e suínos sustenta o volume global. Com tanta proteína circulando no mercado interno e para exportação, a implementação de sistemas de monitoramento por IA torna-se essencial para manter a competitividade internacional e atender a um consumidor cada vez mais exigente.
Impactos no Varejo e Exportação
Para os frigoríficos e grandes redes de supermercados, a automação do controle de frescor significa uma logística mais inteligente. É possível priorizar a venda de lotes que precisam ser consumidos mais rapidamente, evitando que toneladas de alimentos sejam descartadas anualmente. Para o mercado externo, a tecnologia reforça o selo de qualidade da carne brasileira, consolidando o país como líder global em segurança e inovação no agronegócio.
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