Colíder, MT – 6 de junho de 2026 02:32
Fachada do HR Colíder, com plantas, a rua em frente e céu azul.

A paralisação da Central de Esterilização ocorre após inspeção rigorosa coordenada pela enfermeira sanitarista e fiscal de saúde do Estado, Maria de Lurdes Silva, que liderou a equipe técnica na identificação de dezenas de falhas estruturais e operacionais na unidade gerida pelo Governo de Mato Grosso.

Por Redação TransMeridional Web | Publicado em: 2 de junho de 2026 – 21h51

Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Central de Material e Esterilização (CME) do Hospital Regional de Colíder Dr. Masamitsu Takano segue com as atividades totalmente paralisadas.

A medida extrema foi tomada após uma fiscalização minuciosa da Vigilância Sanitária estadual apontar um total de 228 irregularidades no local.

O prédio, administrado pelo Governo do Estado, é o principal polo de atendimento médico para os municípios que compõem a calha norte mato-grossense.

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O raio-x do bloqueio na saúde

A interdição atinge diretamente o setor responsável pela limpeza e esterilização de todos os materiais e ferramentas cirúrgicas da unidade.

Sem o funcionamento regular da CME, a segurança biológica de procedimentos médicos de média e alta complexidade fica gravemente comprometida.

Técnicos do setor alertam que a continuidade dos serviços sem a devida adequação regulamentar traria riscos severos de infecção hospitalar aos pacientes.

“A central de esterilização funciona como o coração de um hospital regional. Quando um órgão regulador encontra um volume tão expressivo de inconformidades, a interdição imediata é a única saída para proteger a vida dos cidadãos e assegurar os padrões sanitários mínimos exigidos por lei.” — Carlos Eduardo Souza, especialista em Gestão de Biossegurança Hospitalar.

Impacto direto nos pacientes da região

Com a ala lacrada, a rotina de cirurgias eletivas e os atendimentos de urgência na região norte do estado entram em regime de atenção máxima.

Para evitar a suspensão total das operações, o Estado precisará adotar medidas logísticas urgentes, como o envio de insumos para autoclaves de cidades vizinhas.

Outra alternativa avaliada pelas lideranças regionais envolve a contratação emergencial de empresas terceirizadas para suprir a demanda de esterilização.

Próximos passos e cobrança por soluções

Até o momento, o relatório detalhado contendo a descrição exata de cada uma das 228 falhas apontadas não foi aberto ao público pelas autoridades.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) deve elaborar um plano de ação imediato para executar as reformas e correções exigidas pela Vigilância Sanitária.

O espaço do Portal TransMeridional permanece aberto para que a direção do Hospital Regional de Colíder e a SES-MT apresentem seus posicionamentos oficiais.

Painel de Utilidade Pública

“Nota do Editor – Vigilância aponta 228 irregularidades em hospital de MT. Decisão administrativa mantém suspensão das atividades do setor no Hospital Regional de Colíder; materiais continuam sendo esterilizados em outra unidade.”

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Nota de Esclarecimento Público: Este portal de notícias preza pela total neutralidade, equilíbrio e exatidão em suas coberturas. As informações publicadas nesta página são baseadas em dados de fiscalização oficial e registros jornalísticos de portais locais, incluindo MT Fatos e Nortão MT News.

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