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O avanço do IPCA-15 para 4,64% no acumulado do ano e a instabilidade no preço do petróleo acendem o alerta para o custo de vida local, conforme analisa o economista sênior e ex-consultor do Banco Central, Ricardo Mendes, que projeta reflexos imediatos nos preços dos alimentos e combustíveis no estado.

Por Redação TransMeridional Web

Atualizado em: 28 de maio, 2026 16h42

Foto: IA

O mercado financeiro amanheceu em ritmo de instabilidade nesta semana. O dólar comercial apresenta valorização frente ao real, impulsionado por um cenário de ajustes no exterior.

A oscilação da moeda americana acompanha de perto a queda global nos preços do petróleo. O recuo da commodity ocorre em meio a tentativas de avanços diplomáticos entre os Estados Unidos e o Irã.

Para o cidadão de Mato Grosso, a variação cambial impacta diretamente o preço de produtos importados. Insumos agrícolas e tecnologias utilizadas no campo também sofrem pressão com o câmbio valorizado.

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Inflação oficial supera estimativas do mercado

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,62% em maio. O resultado superou a meta prevista pelos analistas financeiros, que projetavam uma taxa de 0,56%.

Com esse novo reajuste, a inflação acumulada nos últimos 12 meses atingiu a marca de 4,64%. O índice anterior estimado para o período era ligeiramente menor, calculado em 4,59%.

“A pressão inflacionária global, somada às incertezas no trânsito de insumos pelo Estreito de Ormuz, eleva o custo de fretes e fertilizantes, gerando um efeito cascata que chega rápido às gôndolas dos supermercados mato-grossenses”, explica Ricardo Mendes.

Indústria reage e dívida rural entra em pauta

Por outro lado, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) trouxe um sinal de fôlego para o setor produtivo. O indicador subiu 1,1 ponto em maio, alcançando a marca de 97,1 pontos.

A média móvel trimestral da indústria também demonstrou reação, avançando para 96,6 pontos. O dado sinaliza uma tentativa de recuperação do setor mesmo diante do cenário macroeconômico adverso.

Enquanto isso, produtores locais acompanham as movimentações do Governo Federal e do Congresso Nacional. Está em pauta a votação do texto para a renegociação das dívidas rurais no Senado.

O projeto em análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) prevê até dois anos de carência. A proposta estipula ainda o prazo de dez anos para o pagamento integral dos débitos do setor.

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