
Com salto para 1,44 milhão de cabeças, o estado consolida liderança no setor; Rodrigo Silva, coordenador do Imea, aponta que grandes produtores dominam 80% da engorda intensiva e aproveitam a queda no preço do milho.
Por Redação TransMeridional Web 18 de maio de 2026 | Atualizado às 10h55 Foto por: Jonatas Boni
O setor pecuário de Mato Grosso se prepara para um ano recorde na engorda intensiva. De acordo com o primeiro levantamento de 2026 do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o volume de animais confinados deve ser 55,39% superior ao registrado no ano passado.
A projeção aponta que 1,44 milhão de bovinos devem passar pelos cochos em todo o estado. Esse avanço robusto é sustentado, principalmente, pelos grandes projetos pecuários, que possuem capacidade para mais de 5 mil cabeças de gado.
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Esses grandes confinamentos serão responsáveis por 80,92% de toda a produção prevista para este ano. Enquanto os gigantes crescem, os pequenos produtores ainda enfrentam dificuldades com os custos de reposição dos animais.
Região Oeste lidera o ranking estadual
No mapa da produção, a região Oeste de Mato Grosso aparece como a grande protagonista do setor. Com uma intenção de confinamento que atinge 407.912 cabeças, a região registrou um aumento de 50% em comparação ao ciclo anterior.
Logo atrás, o Norte mato-grossense aparece com 333.487 animais, consolidando o eixo norte-oeste como o coração da engorda intensiva. O Sudeste e o Nordeste do estado também apresentam números expressivos, superando as 150 mil cabeças cada.
“O cenário indica crescimento impulsionado pela valorização da arroba e pela melhora na relação de troca”, explica Rodrigo Silva, coordenador de inteligência do Imea. A postura estratégica tem sido a marca do pecuarista mato-grossense neste semestre.
Milho barato favorece o custo do trato
Um dos fatores determinantes para o otimismo no campo é a queda no custo médio da diária confinada. O valor baixou de R$ 13,15 para R$ 13,05 por animal, reflexo direto da desvalorização do milho no mercado interno de Mato Grosso.
Apesar da vantagem no alimento, o setor ainda lida com a pressão no frete e o preço do diesel. Para se proteger das incertezas econômicas e geopolíticas, os pecuaristas estão utilizando mais mecanismos de proteção de preço e travamento de valor.
Outro desafio monitorado pelo Imea é a oferta de bezerros. O alto abate de fêmeas em anos anteriores reduziu a disponibilidade de animais jovens, o que mantém o preço da reposição elevado e exige cautela financeira do produtor.
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Estratégia para o segundo semestre
O confinamento terá um papel vital para o abastecimento dos frigoríficos durante a entressafra, quando as pastagens perdem qualidade. A expectativa é que 82,6% dos animais sejam enviados para o abate entre julho e dezembro.
Essa concentração garante que não falte carne no mercado e ajuda a equilibrar a oferta em períodos de seca severa. Mato Grosso reafirma, assim, sua posição como o maior player da pecuária nacional, unindo tecnologia e escala de produção.
Os dados do Imea servem como bússola para o mercado, sinalizando um ano de forte movimentação econômica nas cidades que dependem do agronegócio. A eficiência no cocho torna-se, agora, a ferramenta principal para garantir a rentabilidade da safra de carne 2026.
Seção de Serviço
- O quê: 1º Levantamento de Intenções de Confinamento 2026.
- Local: Dados abrangem todas as regiões de Mato Grosso (Imea).
- Data: Projeções válidas para o ciclo produtivo de 2026.
- Contato: Para dados detalhados, acesse o painel de indicadores no site oficial do Imea.
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Nota de Esclarecimento Público: Este conteúdo foi produzido com base em dados estatísticos fornecidos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e reflete as intenções de produtores consultados em abril de 2026. As projeções podem sofrer alterações conforme variações climáticas ou oscilações repentinas no mercado de commodities.
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