
Da redação | Ozieu Alves | Colíder, MT – 17 de Abril de 2026 | Foto: Reprodução da Internet
Cuiabá – O setor logístico e o agronegócio de Mato Grosso entraram em estado de alerta após o anúncio de mudanças na tabela de frete do Governo Federal. A atualização dos valores, que busca equilibrar os custos operacionais dos transportadores, já reflete no encarecimento imediato dos novos contratos e gera preocupação sobre a competitividade do escoamento da safra 2026.
Entidades do setor em Mato Grosso apontam que o reajuste ocorre em um momento crítico, onde a margem do produtor já está pressionada pelos custos de produção e gargalos estruturais. A medida afeta diretamente o fluxo rodoviário, encarecendo o transporte de grãos e insumos em todo o estado.
Pressão nos Custos Logísticos
Com a nova tabela, o cálculo do frete passa a considerar variações mais agressivas nos insumos básicos, como o óleo diesel e a manutenção de frota. Para Mato Grosso, que possui as maiores distâncias rodoviárias até os portos, o impacto é sentido de forma mais severa do que em outras regiões do país.
Empresários da logística alertam que o repasse desses custos será inevitável, o que pode elevar o preço final dos produtos e reduzir a rentabilidade da porteira para dentro.
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Setor teme insegurança jurídica
Além do aumento direto, há uma preocupação latente com a fiscalização da ANTT. A rigidez no cumprimento do piso mínimo do frete, embora proteja o caminhoneiro autônomo, cria um cenário de negociação limitada para as tradings e transportadoras, dificultando o planejamento logístico a longo prazo.
Representantes do setor produtivo buscam agora diálogo com o Ministério dos Transportes para avaliar medidas que possam mitigar os impactos financeiros, especialmente no escoamento via Arco Norte, que já enfrenta seus próprios desafios operacionais este ano.
TransMeridional | TOCANDO VOCÊ – A rádio que informa Mato Grosso. Colíder, MT – 17 de abril de 2026 | 09:55