Colíder, MT – 13 de maio de 2026 13:10
Presidente Donald Trump assinando documento, ao lado bandejas de carne, fundo desfocado do gabinete do presidente dos EUA.

Medidas visam recompor rebanho americano e aliviar o bolso do consumidor às vésperas da temporada de churrascos e das eleições de meio de mandato.

Por Redação TransMeridional Web 12 de maio de 2026 | Atualizado às 10:15 Foto por: Leticia Innarel / TransMeridional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — em seu segundo mandato após o retorno à Casa Branca em 2025 —, deve assinar nesta segunda-feira (11) decretos decisivos para o setor pecuário.

As medidas buscam ampliar as importações de carne bovina e incentivar a recomposição do rebanho americano. O objetivo central é conter a inflação persistente nos supermercados dos EUA.

O rebanho bovino norte-americano atingiu o menor nível em 75 anos. Essa escassez elevou os preços da carne em 12,1% apenas em abril, acumulando alta de 16% desde o início do ano.

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Acordo com o Brasil e fim de barreiras

A decisão ganha força após o recente encontro entre Trump e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião gerou expectativas positivas no mercado de gado de Chicago.

Espera-se que Trump suspenda temporariamente as cotas tarifárias. Isso permitirá que um volume maior de carne brasileira entre nos EUA com impostos reduzidos ou zerados.

O setor produtivo em Mato Grosso e no Brasil acompanha de perto, já que a maior oferta de carne brasileira é vista como a principal solução para baixar os preços ao consumidor americano.

Incentivo aos produtores e mudanças ambientais

Além da abertura de mercado, o governo Trump deve orientar a Administração de Pequenas Empresas a ampliar o crédito para os pecuaristas locais.

Outro ponto polêmico é a redução de proteções ambientais. O decreto deve facilitar o controle de lobos-cinzentos e mexicanos que têm atacado rebanhos nos pastos americanos.

A crise de oferta nos EUA foi agravada por secas prolongadas e pela suspensão de importações do México devido a pragas, forçando frigoríficos como JBS e Tyson Foods a fecharem unidades.

Pressão política e inflação

As medidas ocorrem em um momento de baixa popularidade de Trump. Pesquisas recentes indicam uma desaprovação de 62%, impulsionada pela alta dos combustíveis e da inflação.

Com a proximidade das eleições de meio de mandato, o controle do preço da carne — símbolo do custo de vida — tornou-se uma prioridade máxima para a Casa Branca.

Em 2025, o governo já havia zerado tarifas para cortes nobres e carcaças brasileiras, sinalizando que a parceria com o agronegócio da América do Sul é estratégica para a economia dos EUA.


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Nota de esclarecimento: Este conteúdo foi produzido com base em despachos internacionais e análises de mercado, visando a transparência e a utilidade pública para o setor produtivo regional

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