
Com US$ 24,1 milhões em abril — retração de 51,7% ante 2025 —, a capital do Nortão mantém posto de 2ª maior importadora de MT. O ministro Alexandre Silveira — ex-governador e titular de Minas e Energia — e o secretário José Pedro Serafini acompanham cenário que impacta preços de insumos e logística regional.
Por Redação TransMeridional Web 11 de maio de 2026 | Atualizado às 06h59 Foto por: Gemini/Internet
Sinop registrou queda expressiva no volume de importações em abril de 2026. O município movimentou US$ 24,1 milhões (R$ 118,5 milhões), retração de 51,7% comparado ao mesmo mês do ano anterior.
Apesar da redução, a cidade segue como a segunda maior importadora de Mato Grosso. O volume representa 10,7% do total estadual, atrás apenas de Rondonópolis (47,5%) e à frente de Cuiabá (9,4%).
Fertilizantes lideram a pauta de compras externas
A composição das importações revela a força do agronegócio local. Adubos potássicos responderam por 70% dos produtos trazidos de fora. Fosfatados somaram 27% e itens de plástico e borracha, apenas 0,8%.
O perfil das compras reflete a dependência brasileira por insumos importados. O país ainda importa entre 85% e 90% dos fertilizantes utilizados na agricultura.
Rússia e Canadá lideram origem dos produtos
Em março, a Rússia foi a principal origem das importações de Sinop, com 35,7% do total. O Canadá apareceu em segundo lugar (34,2%), seguido por Israel (19,9%) e China (8,5%).
Estados Unidos, Alemanha e Itália completam a lista com participação residual. A concentração em poucos fornecedores exige atenção redobrada com a logística e a estabilidade de preços.
Cenário global pressiona custos e planejamento
O mercado internacional de fertilizantes vive momento de instabilidade. A Rússia, maior fornecedora histórica ao Brasil, estabeleceu cotas de exportação que vigoram até o final de 2026.
Essa dinâmica impacta diretamente o produtor rural. A volatilidade cambial e os custos logísticos podem elevar o preço final dos insumos aplicados na lavoura.
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Sinop segue como polo estratégico do agro mato-grossense
A cidade possui PIB de R$ 11,7 bilhões e população de 223,8 mil habitantes. Sua economia é sustentada pelos serviços (55,3%), indústria (20,4%) e agropecuária (12,1%).
Em 2025, Sinop alcançou US$ 1,838 bilhão em exportações, consolidando-se como terceiro maior exportador do estado. O município é referência regional para 34 cidades do Norte de Mato Grosso.
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O que esperar para os próximos meses?
Especialistas recomendam que produtores acompanhem de perto as cotações internacionais. A antecipação de compras pode ser uma estratégia para mitigar riscos de alta nos preços.
Dados do IMEA indicam que Mato Grosso segue com projeções robustas para a safra de grãos. A demanda por fertilizantes deve se manter aquecida no segundo semestre.
A diversificação de fornecedores e o investimento em tecnologia de aplicação são caminhos para aumentar a eficiência e reduzir a dependência externa.
📍 O quê: Levantamento sobre importações de Sinop-MT e impacto no agronegócio regional 🌍 Local: Sinop e região do Nortão de Mato Grosso 📅 Data: Dados de referência: abril de 2026 | Atualização: maio de 2026 📞 Contato: Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Sinop (SEDEC) e MDIC
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