Colíder, MT – 21 de maio de 2026 07:00

PRODUÇÃO DE ETANOL EM MT DEVE CRESCER 17,8% NA SAFRA 2026/2027

Por Redação | Mato Grosso – 04 de Abril de 2026 | Ozieu Alves | Foto: Internet

O setor de biocombustíveis em Mato Grosso segue em ritmo acelerado de expansão. Segundo dados consolidados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a produção de etanol no estado deve registrar um salto de 17,8% na safra 2026/2027, atingindo a marca histórica de 8,44 milhões de m³.

O desempenho robusto é impulsionado, principalmente, pelas usinas de etanol de milho, que consolidaram o estado como o maior player do setor no Brasil.

O Poder do Milho e a Diversificação

O protagonismo do milho na matriz energética mato-grossense é evidente. Na projeção para a safra 2026/2027, o cereal responderá por 7,33 milhões de m³ da produção total, enquanto a cana-de-açúcar contribuirá com 1,11 milhão de m³.

Atualmente, o estado conta com um parque industrial em plena atividade e expansão:

Fatores Estratégicos: Economia Verde e Geopolítica

A ascensão do biocombustível em Mato Grosso não é apenas uma questão de oferta, mas de demanda estratégica. Dois fatores principais sustentam esse crescimento:

  1. Descarbonização: O etanol se firma como pilar da “economia verde”, oferecendo vantagens competitivas na redução de emissões.
  2. Cenário Internacional: O encarecimento do diesel importado, reflexo das tensões geopolíticas envolvendo os EUA, Israel e o Irã, acelerou a busca por alternativas internas e renováveis.

Subprodutos e Exportação

Além do combustível, o processamento gera subprodutos valiosos. No último ciclo, as usinas entregaram 2,7 milhões de toneladas de DDG (grãos secos de destilaria), essenciais para a nutrição animal no estado.

No horizonte econômico, o novo acordo entre Mercosul e União Europeia surge como um divisor de águas, prometendo ampliar o acesso do agro mato-grossense à maior zona de livre comércio do mundo. Com a abertura de 15 novos mercados internacionais nos últimos dois anos, Mato Grosso consolida sua posição como o “celeiro energético” do país.


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