Colíder, MT – 6 de junho de 2026 00:21
Vários recortes com caminhões de madeira apreendidos e viaturas da PRF com agentes em ação.

Focada no principal gargalo logístico do Estado, ação da Polícia Rodoviária Federal asfixia rotas de escoamento clandestino de florestas do Norte; o inspetor e chefe da delegacia da PRF local, Adriano Anunciação, reforçou o rigor na checagem dos Documentos de Origem Florestal.

Por Redação TransMeridional Web | Terça-feira, 2 de junho de 2026 – 10h36

Foto: PRF / Divulgação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) detalhou o balanço consolidado de uma de suas maiores frentes recentes de combate a crimes ecológicos nas rodovias de Mato Grosso.

A Operação Madeira Nativa VI desarticulou esquemas complexos de fraude documental e transporte clandestino de recursos florestais.

A mobilização concentrou seus esforços estratégicos no entroncamento rodoferroviário do município de Rondonópolis, ao sul do Estado.

A PRF disponibiliza em seu site o canal exclusivo de notícias. Acesse AQUI.

O papel estratégico de Rondonópolis na rota do Norte

A escolha do município como base operacional deve-se à sua posição geográfica como principal funil logístico do agronegócio e da atividade florestal.

Madeiras extraídas ilegalmente em estados vizinhos da Região Norte e em terras indígenas mato-grossenses tentam cruzar esse ponto para abastecer o Sudeste.

Durante os dez dias de fiscalização intensificada, as equipes do Grupo de Enfrentamento aos Crimes Ambientais (GECAM) realizaram plantões contínuos na rodovia.

“Nossos policiais passaram por treinamento específico para identificar fraudes de cubagem e adulterações em sistemas digitais de guias de transporte”, explicou o inspetor Adriano Anunciação.

Divergências de cubagem e o uso de guias “fantasmas”

Das 17 ocorrências de crimes ambientais registradas no período, 11 foram flagrantes de transporte de madeira nativa totalmente em desacordo com as leis vigentes.

O balanço oficial apontou a apreensão de exatos 335,29 metros cúbicos de material florestal que viajavam sem qualquer cobertura legal válida.

Os agentes identificaram o uso de Documentos de Origem Florestal (DOF) clonados ou com rotas de destino completamente divergentes do traçado real do veículo.

Houve também diversos casos de “crimes de poluição”, onde caminhões pesados operavam com o sistema de Arla 32 adulterado para burlar as normas de emissões.

Responsabilização criminal e multas pesadas aos infratores

Os condutores flagrados com as cargas irregulares assinaram Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) e responderão em liberdade pelos crimes cometidos.

Toda a madeira apreendida foi catalogada e depositada à disposição dos órgãos ambientais competentes para futura destinação ou leilão institucional.

As empresas transportadoras e as serrarias emissoras das cargas fictícias receberam autuações administrativas severas aplicadas por fiscais parceiros.

A PRF sinalizou que novas fases da operação serão desencadeadas sem aviso prévio para manter o monitoramento rígido nas principais saídas do Estado.

Seção de Serviço: Balanço de Utilidade Pública

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Nota de Esclarecimento Público: A presente matéria foi construída estritamente com base nos relatórios de produtividade e dados estatísticos oficiais fornecidos pela assessoria de comunicação da Polícia Rodoviária Federal. O veículo mantém seu compromisso com a fidedignidade dos dados expostos pelas autoridades de segurança.

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