Colíder, MT – 14 de maio de 2026 02:38

Sinop se consolida como a 3ª maior força exportadora de Mato Grosso em 2026

Sinop se consolida como a 3ª maior força exportadora de Mato Grosso em 2026

Da redação | Ozieu Alves | Colíder, MT – 30 de Abril de 2026 | Foto: Google Gemini (Internet) Sinop se consolida como a 3ª maior força exportadora de Mato Grosso em 2026 “Desempenho robusto do agronegócio impulsiona a economia do “Nortão” e coloca a capital do milho em destaque no cenário internacional.” O município […]

MPT pede condenação da JBS de R$ 118 milhões por comprar de fazendas na ‘lista suja’ do trabalho escravo no PA

MPT pede condenação da JBS de R$ 118 milhões por comprar de fazendas na 'lista suja' do trabalho escravo no PA

MPT pede condenação de R$ 118 milhões à JBS no Pará
O Ministério Público do Trabalho (MPT) do Pará pediu a condenação da multinacional JBS em, no mínimo, R$ 118 milhões pelo trabalho análogo à escravidão na cadeia produtiva da pecuária.
O g1 solicitou posicionamento da empresa, mas ainda não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem.
O MPT entrou com uma ação civil pública contra a empresa na Vara do Trabalho de Xinguara, no sul do Pará, após constatar que ela possui, na cadeia produtiva, mão de obra em condições análogas às de escravo ao adquirir produtos de fazendas que estão na ‘lista suja’ do trabalho escravo.
Ainda segundo o MPT, houve resgate de 53 trabalhadores em propriedades de pecuaristas no Pará diretamente vinculados à JBS e flagrados por trabalho escravo nos anos de 2014, 2018, 2021, 2022 e 2025.
“Mesmo tendo ciência da situação, a empresa manteve transações comerciais com esses fornecedores incluídos na ‘Lista Suja’ do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), demonstrando um padrão sistemático de negligência”, diz o MPT.
JBS é multada pela CGU em R$ 170 milhões – Goiás
Divulgação/JBS
De 2014 a 2025, a JBS estabeleceu, segundo o MPT, transações comerciais com 7 pecuaristas flagrados em operações do grupo especial de fiscalização móvel, ocorridas nos municípios paraenses de Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu, Novo Repartimento, Pacajá, Brasil Novo, Uruará e Cumaru do Norte.
Para o MPT, a JBS, na “condição de empresa líder, tinha o dever de monitorar todas as etapas de sua cadeia produtiva no estado, adotando práticas para prevenir, identificar e corrigir violações aos direitos trabalhistas fundamentais, conforme imposto pelo ordenamento jurídico nacional e internacional”.
A ação cita que o valor estabelecido de indenização por danos morais coletivos de, no mínimo, R$ 118.941.340,55, é correspondente ao total das transações comerciais com fornecedores flagrados por trabalho análogo à escravidão no período investigado.
Além disso, segundo o MPT, também foi pedido à justiça trabalhista a “imposição de obrigações de fazer e de não fazer em relação à própria empresa, eventuais subsidiárias, filiais, subcontratadas, fornecedores diretos ou indiretos localizados no Pará, inseridos na cadeia produtiva da pecuária, a partir de mais de 40 diretrizes”.
“Reação em Cadeia”
A ação civil pública é resultado do Projeto Reação em Cadeia, implementado pelo MPT para rastrear e responsabilizar empresas líderes de cadeias produtivas que se beneficiam, nas relações comerciais, do trabalho em condições análogas à escravidão.
O MPT informou que instaurou o procedimento para implementar o projeto na cadeia da pecuária no Pará, focado no gado bovino, quando identificou “empresas no processamento de carne bovina que estariam se beneficiando, direta ou indiretamente, de relações comerciais com fornecedores envolvidos em trabalho escravo”.
O órgão trabalhista afirmou também que o rastreamento da cadeia da JBS na pecuária ocorreu a partir do cruzamento de dados fiscais com informações constantes na “Lista Suja do MTE”. Houve também análise de Relatórios de Fiscalizações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), mapeando fluxos comerciais entre fornecedores e produtores de carne bovina no Estado do Pará.
Os documentos das transações financeiras entre a JBS S.A. e os empregadores que figuraram na “Lista Suja” do trabalho escravo foram incluídos aos relatórios da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (CONAETE/MPT). Essas transações, segundo o MPT, foram consultadas em sites como Ministério da Agricultura e Pecuária e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará).
O cruzamento de dados revelou que a JBS S.A. “manteve relações comerciais regulares e duradouras com fornecedores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas às de escravo, adquirindo insumos para sua atividade econômica, consistente na produção e comercialização de gêneros alimentícios, dentre eles, carne bovina”, diz ainda o MPT.
Atividade agropecuária
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço foi puxado pela agropecuária, que cresceu 11,7% no período. A JBS é a maior produtora de frango e carne bovina do mundo.
O MPT pontuou que, somente no Pará, a empresa possui atividades em seis fábricas e um centro de distribuição nos municípios de Marituba, Tucumã, Marabá, Santana do Araguaia, Conceição do Araguaia e Santa Maria das Barreiras. São cerca de 4 mil empregados, além de parcerias com mais de 2 mil pecuaristas, que são responsáveis pelo fornecimento de animais e produtos derivados.
O Pará é o 4º estado com mais operações de resgate de pessoas em condições análogas à escravidão, segundo MPT. No Brasil, foram mais de 2,7 mil pessoas resgatadas em 2025.
O setor da pecuária bovina “acumula o maior número de trabalhadores resgatados em todo o país, estando constantemente associado, na região amazônica, ao desmatamento ilegal, à grilagem de terras e à ocupação de territórios indígenas”, afirma o MPT.
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Produção e venda de foie gras podem passar a ser consideradas maus-tratos a animais no Brasil; entenda

Produção e venda de foie gras podem passar a ser consideradas maus-tratos a animais no Brasil; entenda

Técnica gavage para produção de foie gras
Jerry ツ on Visualhunt
O Projeto de Lei 90/20, que proíbe a produção e venda de itens obtidos por meio de alimentação forçada de animais, foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, na terça-feira (28).
Agora, o texto pode seguir para sanção presidencial, já que foi criado pelo Senado e analisado em caráter conclusivo, sem alteração pelas comissões permanentes da Câmara.
Com a proposta, passariam a ser proibidos pratos como o foie gras, que é o fígado gordo de pato ou ganso na culinária francesa.
Se a lei for sancionada, quem descumprir pode ser punido com prisão de três meses a um ano, além de multa, conforme a Lei de Crimes Ambientais para maus-tratos de animais.
Esse tipo de produto é obtido com a técnica chamada “gavage”. Nela, um tubo é colocado na garganta da ave para forçar a alimentação e aumentar o fígado.
Vídeos em alta no g1
A proposta quer proibir o uso do método tanto para produtos in natura quanto enlatados.
Segundo o relator, o deputado Fred Costa (PRD-MG), a técnica aumenta a taxa de mortalidade dos animais em até 25 vezes.
O autor do projeto, o senador Eduardo Girão (Novo – CE), afirmou que esse tipo de produção já é proibido em países como Argentina, Austrália e Índia.
O senador também lembrou que a cidade de São Paulo aprovou uma lei semelhante em 2015. No entanto, a norma foi considerada inconstitucional pela Justiça, que entendeu que municípios não podem legislar sobre esse tipo de produto.
Foie gras
Valeria Boltneva via pexels
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Caiado diz que é ‘agro raiz’ e critica políticos que se aproximam do setor por conveniência

Caiado diz que é 'agro raiz' e critica políticos que se aproximam do setor por conveniência

Caiado diz que é ‘agro raiz’ e critica quem se aproxima do setor por conveniência
Sem mencionar nomes, o pré-candidato à presidente Ronaldo Caiado (PSD) criticou nesta quarta-feira (29) os políticos que, por conveniência, se dizem alinhados com o agronegócio em época de eleição.
“Eu posso dizer a você que eu sou um agro raiz. Eu não sou uma geração que tem sabor de agro, mas não é agro raiz, entendeu? Alguns que se propõem a entender do agro em períodos de campanhas eleitorais, são aqueles que eu os denomino sabor agro”, disse o ex-governador de Goiás.
A declaração foi dada em Ribeirão Preto (SP), onde Caiado esteve para visitar a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país que, assim como outros grandes eventos do setor, tem sido frequentada por pré-candidatos que buscam apoio do segmento nas eleições 2026.
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Ao longo desta semana, os pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo-MG) também estiveram na feira do interior de São Paulo.
O ex-governador de Goiás disse que atua em defesa do setor há décadas, desde quando, segundo ele, o agronegócio era demonizado, e reiterou que não é a primeira vez que visita a Agrishow.
“Estou nessa luta em defesa do setor produtivo primário da agropecuária brasileira no direito de propriedade desde 1986. Depois na Constituinte, depois mais 24 anos no Congresso, depois como governador do Estado. (…) Agro raiz mesmo, na essência, aí realmente, nós começamos essa luta há muitos anos e vimos aí a superação da classe.”
Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1
‘Você não aprende a governar na cadeira da Presidência’
Durante a visita, o ex-governador também criticou os políticos que se utilizam do prestígio nas redes sociais para se eleger, mas que, segundo ele, não têm competência para governar.
“Espero que as pessoas que muitas vezes alimentam a sua popularidade por rede social e TikTok, que aquele que está assistindo, faça uma reflexão e pesquise o que ele já fez. Porque você, para se sentar na cadeira da Presidência da República, não pode ser apenas você dizer na rede social que você vai consertar as coisas. Vem cá, mas você já fez alguma coisa? Você já mostrou que você é capaz disso? Porque escrever no papel ou falando é muito fácil.”
Nesse contexto, ele mencionou que Lula voltou ao poder por problemas na gestão depois de 2018, quando o Brasil estava sob o comando de Jair Bolsonaro.
“Você não aprende a governar na cadeira da Presidência da República. Você tem que ter mais responsabilidade com isso. Então, este é o momento. Por que nós perdemos as eleições em 2022? Porque não tiveram as entregas. Então, você já aprovou esses dois modelos. Você quer repetí-los?”
Ronaldo Caiado, pré-candidato à presidência da República pelo PSD, durante passagem pela Agrishow em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1
Terras raras
Ainda durante a passagem pelo interior de São Paulo, Caiado defendeu um memorando que assinou com grupos estrangeiros para a exploração das terras raras, com minérios visados por potências como EUA e China, em Goiás, estado que governou até o fim de março.
“Terras raras é o que é mais demandado no mundo hoje. Então, calma lá, isso não pode ser assim, eu não posso estar vendendo uma tonelada de minério concentrado por 50 dólares”, disse.
Segundo ele, o objetivo foi garantir que a atividade resulte em um maior valor agregado para as exportações a partir da separação de materiais, em vez da comercialização que já ocorre com minérios brutos como nióbio e cobre.
O ex-governador argumentou que, antes de dar autorização ambiental para a atividade no estado, foi o próprio governo federal quem deu a concessão para a mineradora Serra Verde, e que apenas buscou dar uma melhor destinação econômica para a exploração por meio de tecnologia própria.
“O que Goiás está fazendo é dizer: ‘Olha, o minério que está saindo aqui do subsolo foi autorizado pelo governo federal a uma empresa de capital americano e inglês e vocês, governo federal, autorizaram. A hora que ela sai daqui, ela vai de forma bruta para a China. Eu falei: ‘Calma lá. O que eu quero é que vocês separem o produto aqui no Brasil.”
Palco político no interior de SP
Caido foi o um dos políticos que, nesta semana, visitaram a Agrishow, considerada a maior feira de tecnologia agrícola do país. Pela representatividade no agro, o evento se tornou uma parada quase obrigatória para aqueles que buscam uma maior proximidade com o setor na corrida eleitoral de 2026.
Antes dele, também passaram pelo evento o vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB). Acompanhado por autoridades, e diante de críticas do segmento com relação a problemas como altas taxas de juros e endividamento, ele anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para a compra de equipamentos agrícolas.
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Na segunda-feira (27), foi a vez de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL) visitarem a feira, em um primeiro ato pré-eleitoral conjunto entre o governador, que acena com a tentativa de buscar a reeleição, e do senador, que anunciou sua pré-candidatura à presidência da República.
Durante o evento, eles fizeram críticas ao governo federal, principalmente às políticas voltadas para o setor agropecuário.
Na terça-feira (28) foi a vez de Romeu Zema (Novo-MG), que reiterou críticas ao STF e rebateu declarações do ministro Gilmar Mendes, que ironizou o sotaque mineiro dele.
Agrishow 2026: Visitantes poderão encontrar o que há de mais novo em máquinas e implementos agrícolas em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1
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O Gigante sob Pressão: O Pulso Atual da BR-163 no Corredor Arco Norte

O Gigante sob Pressão: O Pulso Atual da BR-163 no Corredor Arco Norte

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Tecnologia lançada no interior de SP pode transformar colheita de pimenta-do-reino; entenda

Tecnologia lançada no interior de SP pode transformar colheita de pimenta-do-reino; entenda

Tecnologia nacional pode transformar colheita de pimenta-do-reino
Uma tecnologia nacional lançada na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), promete transformar a produção de pimenta-do-reino por meio de um processo de mecanização da colheita.
“O equipamento vem atender uma demanda muito clara do mercado, dos produtores, que é uma eficiência operacional, um aumento de rentabilidade, de produtividade e o cuidado com o grão”, afirma Joel Backes, diretor comercial da MIAC, empresa responsável pela inovação.
O Brasil é o segundo maior produtor e exportador de pimenta-do-reino do mundo, atrás apenas do Vietnã, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Com uma produção estimada em 125 mil toneladas em 2024 e valor de R$ 3,67 bilhões, a cultura vem ganhando espaço como alternativa de diversificação no campo.
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O Espírito Santo é o maior produtor de pimenta-do-reino do país, responsável por cerca de 60% da safra nacional, seguido pelo Pará e pela Bahia.
Apesar da relevância no cenário global, a produção ainda carrega um desafio histórico, a colheita manual. É justamente nesse ponto que uma inovação aposta na transformação da dinâmica do setor e impulsionar a atividade no Brasil.
“Atendendo a esse mercado, a gente teve um desenvolvimento de três anos focado nesse nicho. A gente teve a experiência com o cliente, de escutar as dores e desenvolver o produto”, afirma.
Máquina lançada na Agrishow mecaniza colheita de pimenta-do-reino e pode reduzir custos com mão de obra.
Divulgação/MIAC
Como é a realidade da colheita no país
A produção da pimenta-do-reino começa a partir do segundo ano após o plantio, com maior produtividade a partir do terceiro. A colheita acontece entre julho e novembro e geralmente é feita quase totalmente de forma manual.
“Era totalmente manual, não existia nenhuma mecanização da colheita. O produtor colhe, coloca em baldes para depois transportar todo o produto até o beneficiamento”, explica Backes.
Esse modelo exige grande quantidade de mão de obra e eleva os custos de produção, além de impactar a eficiência logística dentro das propriedades.
Máquina brasileira inédita
Para enfrentar esse gargalo, a empresa lançou a BP Master, uma recolhedora trilhadora de pimenta-do-reino considerada inédita no mundo. O equipamento é acoplado ao trator e realiza, de forma mecanizada, etapas que antes eram feitas manualmente
“A máquina tem um sistema de alimentação contínua, através de uma lona, colocada entre as ruas das plantas de pimenta. Os operadores colhem o cacho da pimenta, jogam sobre a lona e através de um cilindro de trilha, uma peneira, a gente faz toda a trilha do grão, separando o grão de toda a massa folhar, trazendo um ganho operacional imenso”, explica Backes.
Além disso, como o equipamento mantém a integridade do grão de pimenta, há um aumento na qualidade do produto e consequentemente um ganho logístico na propriedade.
Isso porque ele transporta apenas o grão, e não mais o caule e toda a massa folhar que acompanha o momento da colheita.
O CEO explica que, em um hectare, que hoje pode exigir até 100 pessoas trabalhando, a máquina permite fazer o mesmo trabalho com cerca de 20 pessoas.
“O produtor sente no bolso imediatamente, porque, por exemplo, reduzindo 50% da mão de obra, e além, até 20% de ganha de produtividade nessa operação, o custo cai pela metade só na mão de obra, então ele rentabiliza de forma imediata”, afirma Backes.
Equipamento nacional lançado na Agrishow mecaniza colheita de pimenta-do-reino
Divulgação/MIAC
Setor em expansão
Atualmente, cerca de 90% da pimenta-do-reino produzida no Brasil é exportada, principalmente para mercados asiáticos e europeus. O setor movimenta bilhões e vem crescendo nos últimos anos, mesmo sem mecanização.
Apesar do avanço, um dos principais desafios ainda é a adaptação dos produtores à nova tecnologia, já que muitos estão acostumados ao modelo tradicional.
“Nos últimos três anos, a produção praticamente dobrou. Com a mecanização, a tendência é crescer ainda mais. A maior barreira é a quebra de paradigma, um produtor que estava acostumado a vida toda fazer isso de forma manual, mas com suporte técnico e assistência no campo, essa transição tende a acontecer”, afirma Backes.
Agrishow 2026: Maior feira de tecnologia agrícola da América Latina tem 900 expositores este ano
Érico Andrade/g1
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BYD se prepara para lançar nova picape no Brasil para competir com Fiat Toro; veja modelo

BYD se prepara para lançar nova picape no Brasil para competir com Fiat Toro; veja modelo

BYD exibe maquete da nova picape que chega ao mercado para competir com Fiat Toro
A BYD colocou no radar do público o lançamento de uma nova picape durante a Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio do Brasil, que acontece até sexta-feira (1º) em Ribeirão Preto (SP).
Uma maquete em tamanho natural do modelo que vem sendo chamado de Mako pode ser vista no estande da montadora no evento. Ela será lançada para brigar com modelos da Fiat e da Ford.
Segundo o supervisor de comunicação da BYD Victor François, o protótipo é uma espécie de spoiler e ainda pode passar por alterações. O utilitário com caçamba terá variações que visam atender tanto o público do campo quanto da cidade.
“A ideia é que a partir da Shark, nosso showcase de caminhonetes, a gente vá desdobrando outros modelos para outros nichos de mercado, com diferentes enfoques e posicionamentos”, diz.
BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026
Matheus Vinícius/g1
O lançamento amplia o leque de picapes da montadora no país. Atualmente, a BYD tem o modelo Shark, vendido a R$ 316,8 mil, segundo a tabela FIPE de 2026. Shark, em inglês, quer dizer tubarão. Mako é uma raça veloz da espécie.
De acordo com François, a Mako deve estar nas lojas com preço mais acessível. A ideia é que ela concorra com modelos como Fiat Toro e Ford Maverick, que custam a partir de R$ 159 mil nas concessionárias.
A Shark é a única do mercado das picapes que segue o formato híbrido. A previsão é que a Mako tenha a mesma característica e uma versão 4×4.
“Por enquanto, informações técnicas eu não posso abrir ainda, mas o mercado vai gostar muito do que a BYD vai lançar. A princípio, a marca só trabalha com carros elétricos e híbridos, então, seguindo a linha da Shark, a gente está falando aí de um modelo híbrido”, afirma.
BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026
Matheus Vinícius/g1
François diz que a BYD estuda o modelo híbrido flex para lançamentos futuros.
A expectativa é que a Mako também seja produzida em Camaçari (BA), como o Dolphin Mini e o Song Pro.
“A princípio, a nossa fábrica na Bahia tem capacidade para produzir todos os modelos, então a gente vai estudando a aceitação de mercado. A ideia é que a gente possa produzir todos os modelos dos top sellers na Bahia, mas a princípio está no radar.”
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BYD exibe modelo da nova picape Mako, que será lançada no segundo semestre de 2026
Matheus Vinícius/g1
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