
O Ministério Público Federal (MPF), através da procuradora Denise Nunes Rocha Müller Slhessarenko, oficializou a abertura de inquéritos civis para investigar a crise de pessoal e os riscos no atendimento nos hospitais regionais de Colíder e Sorriso. As portarias foram publicadas no Diário Oficial desta terça-feira (10) e apontam déficits críticos em áreas essenciais como enfermagem e fisioterapia.
Situação em Colíder
No Hospital Regional de Colíder, o cenário preocupa pela magnitude do desfalque: estima-se que existam pelo menos 152 cargos vagos. Fiscalizações realizadas pelo CREFITO-9 já haviam detectado a ausência de coordenadores técnicos na UTI adulta e falta de fisioterapeutas em setores vitais, além de equipamentos com manutenção vencida. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) admitiu que as ações tomadas até agora são paliativas e não resolvem o problema estrutural da unidade.
Crise em Sorriso
Em Sorriso, a investigação foca na falta de técnicos e enfermeiros, o que tem gerado o bloqueio de leitos. Relatórios indicam situações onde a proporção de profissionais por pacientes graves na UTI está fora das normas da Anvisa, comprometendo a segurança de quem depende do hospital. Embora profissionais tenham sido convocados recentemente, o MPF cobra um plano de ação concreto para a reabertura total dos leitos desativados.
O objetivo dos inquéritos é garantir que o Estado de Mato Grosso apresente soluções definitivas para interromper o risco assistencial à população do norte do estado, que utiliza essas unidades como referência em média e alta complexidade.
Reportagem original: André Alves / Hiper Notícias