Colíder estuda usina de resíduos sólidos e busca tecnologia para mudar a gestão do lixo
Prefeitura contratou o Sebrae-MT para desenvolver estudos de viabilidade; projeto prevê avaliar tecnologias, localização e formas de operação, com expectativa de conclusão ainda em 2026.

Foto/Divulgação | Meramente ilustrativa: A iniciativa, conduzida pela gestão do prefeito Rodrigo Benassi, ainda está na fase de estudos. O município formalizou a contratação do Sebrae Mato Grosso para desenvolver o planejamento e avaliar aspectos fundamentais para uma eventual implantação, incluindo a localização da unidade, as tecnologias disponíveis, o modelo operacional e as condições necessárias para viabilizar o empreendimento.
💡 Resumo Executivo
- Prefeitura de Colíder iniciou estudos de viabilidade técnica para implantação de usina de tratamento de resíduos.
- Sebrae-MT foi contratado para avaliar localização, tecnologias disponíveis e modelo operacional.
- Gestão municipal realiza visitas técnicas no Sul do país para adaptar melhores práticas à realidade local.
- Projeto tem como meta o conceito de “Lixo Zero”, com conclusão dos estudos prevista para 2026.
Colíder começou a estruturar uma proposta que pode mudar a forma como o município trata seus resíduos sólidos. A Prefeitura iniciou estudos de viabilidade técnica e planejamento para avaliar a implantação de uma usina de tratamento, com foco no reaproveitamento de materiais, na redução dos resíduos destinados a aterros e na adoção de tecnologias de menor impacto ambiental.
A iniciativa, conduzida pela gestão do prefeito Rodrigo Benassi, ainda está na fase de estudos. O município formalizou a contratação do Sebrae Mato Grosso para desenvolver o planejamento e avaliar aspectos fundamentais para uma eventual implantação, incluindo a localização da unidade, as tecnologias disponíveis, o modelo operacional e as condições necessárias para viabilizar o empreendimento.
A diferença é importante: antes de definir a construção de uma usina, a administração precisa identificar qual solução atende melhor à realidade local, quanto custará sua implantação e operação e quais benefícios ambientais e econômicos poderão ser efetivamente alcançados.
De referências internacionais ao planejamento local
A busca por alternativas começou a ganhar força após uma viagem institucional de Benassi ao Japão, no ano passado, quando o prefeito conheceu tecnologias e experiências relacionadas ao tratamento de resíduos.
Desde então, a gestão municipal vem procurando referências que possam ser adaptadas às características de Colíder. Após conhecer experiências em Garibaldi, no Rio Grande do Sul, o prefeito está no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, acompanhado pelo Sebrae-MT, para visitar empreendimentos e conhecer diferentes modelos de tratamento, reaproveitamento e destinação de resíduos sólidos.
A estratégia é ampliar o conhecimento sobre as soluções existentes antes de definir o modelo que poderá ser adotado no município. Essa etapa é decisiva porque tecnologias utilizadas em outras regiões não podem ser simplesmente reproduzidas: sua viabilidade depende do volume e da composição dos resíduos, da infraestrutura disponível, dos custos operacionais e da capacidade de financiamento.
O desafio, portanto, não é apenas encontrar uma tecnologia moderna, mas identificar uma solução que funcione de maneira sustentável nas condições locais.
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O que precisa ser definido antes da implantação
Os estudos contratados com o Sebrae-MT deverão fornecer elementos para orientar a decisão da Prefeitura. Entre os pontos previstos estão a escolha da localização mais adequada, a metodologia de operação, as tecnologias a serem utilizadas e a elaboração do projeto necessário à futura implantação.
Essas definições ajudam a determinar a dimensão do investimento e a estrutura necessária para manter a unidade em funcionamento.
Uma avaliação consistente também precisa considerar a quantidade de resíduos gerados pela população, a separação dos materiais, a logística de coleta e transporte, o aproveitamento dos recicláveis e a destinação dos rejeitos que não puderem ser recuperados.
Outro aspecto é a sustentabilidade financeira. Uma unidade de tratamento não depende apenas dos recursos necessários para sua construção. Equipamentos, energia, manutenção, mão de obra, transporte e destinação final também compõem os custos permanentes da operação.
Lixo Zero: objetivo que exige mais do que uma usina
A proposta da administração municipal também contempla tecnologias que possam reduzir emissões de carbono, ampliar o aproveitamento dos resíduos e diminuir progressivamente o volume encaminhado aos aterros, tendo como referência o conceito de Lixo Zero.
Esse objetivo envolve uma mudança mais ampla na gestão dos resíduos. A tecnologia pode contribuir para recuperar materiais e tratar determinadas frações do lixo, mas seus resultados dependem também da coleta seletiva, da separação correta na origem, da participação dos moradores e da destinação ambientalmente adequada dos rejeitos.
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A escolha da tecnologia precisa estar associada a metas mensuráveis. Sem parâmetros claros sobre o percentual de resíduos recuperados, a redução do volume enviado aos aterros e o custo por tonelada tratada, será difícil medir quanto a futura unidade efetivamente contribuirá para a melhoria ambiental de Colíder. O planejamento atual é um passo necessário, mas o sucesso dependerá da execução fiscalizada e da participação social.
Educação ambiental entra no planejamento
Além da infraestrutura, Benassi pretende desenvolver um programa de educação ambiental com início nas escolas municipais e ampliação para toda a população. A proposta é incentivar a separação correta do lixo, a coleta seletiva, a reciclagem, o tratamento adequado dos resíduos e a preservação da água e do meio ambiente.
A frente educativa tem relação direta com a viabilidade do projeto. Quando os resíduos chegam misturados à coleta, materiais que poderiam ser recuperados podem perder qualidade ou exigir processos adicionais de separação.
O cronograma e o desafio de transformar o projeto em realidade
A expectativa informada pela gestão municipal é concluir os estudos e entregar o projeto ainda em 2026, admitindo a possibilidade de um prazo adicional de até seis meses, conforme o andamento dos trabalhos.
Depois dessa etapa, a Prefeitura deverá buscar recursos e parcerias para viabilizar a execução. Isso significa que a conclusão do planejamento será um marco importante, mas não representará, por si só, o início da construção ou da operação da usina.
O que está em jogo para Colíder
A gestão dos resíduos sólidos envolve custos públicos, infraestrutura, saúde ambiental e qualidade de vida. Por isso, avaliar novas alternativas pode abrir espaço para aperfeiçoar o sistema municipal e ampliar o aproveitamento de materiais que hoje poderiam seguir diretamente para a disposição final.
Colíder dá, assim, um primeiro passo de planejamento para repensar a destinação dos resíduos sólidos. O próximo marco será a conclusão dos estudos, quando será possível conhecer com maior precisão o modelo proposto, os investimentos necessários e as condições para transformar a iniciativa em uma política pública permanente.
Mais do que construir uma usina, o desafio será estabelecer um sistema que funcione, seja financeiramente sustentável e produza resultados ambientais verificáveis para a população.
📋 Perspectivas e Próximos Passos
- 📍 Definição Territorial: Escolha da localização mais adequada, considerando logística e impacto na vizinhança.
- ⚙️ Metodologia Operacional: Seleção da tecnologia que melhor se adapta ao volume e composição do lixo local.
- 💰 Sustentabilidade Financeira: Garantia de recursos para construção, energia, manutenção e mão de obra a longo prazo.
- 🎓 Engajamento Social: Implementação efetiva do programa de educação ambiental nas escolas e bairros.
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