Agrishow: produtores que começaram a plantar lúpulo no quintal apostam em água ‘sabor cerveja’ no interior de SP


Casal produz água com gás ‘sabor cerveja’ no interior de São Paulo
Uma água com gás sem álcool e com sabor de cerveja foi uma das atrações da Agrishow, a maior feira de tecnologia agrícola que aconteceu esta semana em Ribeirão Preto (SP).
A bebida, lançada oficialmente no evento, foi descoberta por um acaso pelo casal de produtores de lúpulo Luciana Pereira e Isidro Pontes, de Araraquara (SP), enquanto testavam receitas com os cones de lúpulo para tentar fazer sorvete.
“Eu sabia que o lúpulo tinha em shampoo, perfume e outras coisas. Eu estava mirando em fazer sorvete e todos os dias eu chegava em casa, pegava o meu lúpulo e fazia receitas, até que cheguei em uma formulação perfeita da água saborizada”, afirma Luciana.
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Plantação de lúpulo no quintal
O casal começou a produzir lúpulo de forma experimental há quatro anos, no quintal da chácara em que moram no interior de São Paulo, com a ajuda de um tio de Luciana, que é fitoterapeuta.
Aos poucos, com as dificuldades da cultura, geralmente inviável para as condições climáticas do Brasil, o conhecimento sobre o assunto foi aumentando.
“A gente estava quase desistindo. Foi quando um engenheiro agrônomo especialista nos ajudou e apoio, para continuarmos as pesquisas”, diz Isidro.
Mas ter a plantação não era suficiente, e Luciana e Isidro começaram a buscar formas de escalar a produção para entrar no radar do mercado cervejeiro, não só para cervejeiros artesanais, mas também para grandes empresas.
Lançada na Agrishow, água ‘sabor cerveja’ é produzida a partir de produção experimental de lúpulo em Araraquara (SP).
Lúpulo Guarani/Redes sociais
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Com o tempo, o casal percebeu que, para competir com lúpulos importados, era necessário se atentar a questões fitossanitárias da planta, geralmente produzida em clima temperado, além de detalhes sobre o beneficiamento do produto final. Tanto que a maior parte utilizada pelas cervejarias brasileiras ainda é importada do hemisfério norte.
“A industrialização do lúpulo é extremamente delicada e de uma exigência química cirúrgica”, diz Luciana.
Água ‘sabor cerveja’
Com a planta se desenvolvendo no quintal da chácara, Luciana e Isidro decidiram não ficar parados e começaram a buscar formas inovadoras de utilizar os pellets.
Até que, há um ano, durante alguns testes, descobriram que a matéria-prima que tinham nas mãos não só seria ótima para a produção de cervejas, como também de uma água saborizada fácil de beber – a chamada “drinkability” – que agrega todo o aroma e o frescor da plantação deles.
“O lúpulo utilizado para produzir esse lote vendido na feira foi colhido em março, ao contrário dos pallets importados que foram colhidos há dois ou três anos. A gente não briga com a indústria consagrada de importação da planta, com a água lupulada a gente quer entrar pra aprender”, afirma Luciana.
Após degustações bem sucedidas em 2025, o casal decidiu lançar a bebida enlatada na Agrishow deste ano, com a aposta de alcançar um público ao mesmo tempo preocupado com saúde e bem-estar e apaixonado por cerveja. “É uma novidade que sai da mesmice do mercado”, diz Isidro.
A produtora de lúpulo Luciana Pereira lançou água ‘sabor cerveja’ na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP0.
Matheus Vinicius
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‘Iguarias banhadas em sangue’: caçadores de trufas arriscam a vida em meio a minas terrestres na Síria


Caçadores de trufas arriscam a vida em meio a minas terrestres na Síria
Na Síria, a caça de trufas pode render dinheiro — mas também pode custar vidas.
Conhecidas no país como a “iguaria banhada em sangue”, as trufas podem ser vendidas por até US$ 50 o quilo e se tornaram uma das poucas formas de sobrevivência para moradores da região de Deir El-Zour, no nordeste sírio.
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Caçadores na Síria se arriscam apra encontrar trufas em meio a minas terrestres
Reprodução/DW
Diante de uma paz ainda frágil, os caçadores enfrentam ataques de grupos armados, como o Estado Islâmico. Mas o maior risco continua sendo o das minas terrestres espalhadas pelo território após anos de guerra.
“A gente vê as minas com os nossos próprios olhos. Ou seja, andamos e recolhemos trufas em meio a minas espalhadas pelo chão. Mas fazer o quê? Uma mina explodiu a nossa caminhonete. Agora o meu braço está quebrado e as minhas costas, cheias de estilhaços”, contou o caçador de trufas Hassan Al-Daham Al-Hassan.
Outro caçador, Hamza Al-Mohammad, também ficou gravemente ferido após a explosão de uma mina terrestre. Segundo ele, não havia nenhum aviso sobre o perigo na área.
“Onde eu estava coletando trufas não tinha nenhum aviso,ninguém nos disse para não nos aproximarmos daquela área. Espero que o governo encontre uma solução para esse problema das minas terrestres, porque todos os dias há explosões que atingem pessoas. Isso virou um desastre”, disse Hamza.
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Acordo UE-Mercosul: veja os produtos protegidos contra imitação — e que podem deixar de ser feitos no Brasil


Acordo UE-Mercosul passa a valer no Brasil: o que muda para o agro
O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia começou a valer nesta sexta-feira (29). Com isso, alimentos tradicionais dos países-membros dos dois blocos passam a ser considerados propriedade intelectual e ficam protegidos contra imitações.
Essa proteção é chamada de indicação geográfica (IG). Na prática, nenhum outro país poderá fabricar ou comercializar produtos com o mesmo nome.
Produtos como champanhe, conhaque e presunto tipo Parma devem deixar de ser fabricados no Brasil, por terem indicação geográfica de países europeus. O acordo, porém, prevê um período de adaptação para as empresas, que pode chegar a 10 anos.(veja mais abaixo)
O Brasil também tem alimentos com indicação geográfica na lista do acordo. Ao todo, são 37 produtos, entre eles a cachaça e o queijo Canastra.
Os outros países do Mercosul têm principalmente vinhos na lista, como o 25 de Mayo, da Argentina, e o Bella Unión, do Uruguai.
O registro é concedido por cada país, conforme suas próprias leis, a produtos ou serviços característicos de seu local de origem.
Para entrar no acordo, o Estado precisa solicitar a inclusão do item na lista de proteção. Esses produtos constam na versão final do acordo divulgada pelo governo em dezembro de 2024.
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Ainda vai ter ‘champanhe’ e ‘parmesão’ brasileiro?
A fiscalização para prevenir fraudes cabe a cada país-membro dos blocos. Eles devem combater produtos enganosos — tanto os que não vêm do local de origem, mas usam o mesmo nome, quanto os fabricados na região fora das regras.
Também será proibido o uso de termos como “tipo”, “estilo”, “imitação” ou “semelhante” nas embalagens.
Por outro lado, o acordo prevê exceções. Elas se aplicam a casos em que o nome do produto é amplamente usado, sem relação direta com o local de origem protegido.
Essas exceções ocorrem de duas formas. Veja a seguir.
➡️ Para empresas específicas
Nesse caso, o termo pode continuar a ser usado por empresas que já têm a marca registrada. Porém, há condições: elas não podem fazer referência à indicação geográfica, seja por meio de imagens, bandeiras ou nomes.
⚠️ EXEMPLO: O queijo italiano “Parmigiano Reggiano” não impedirá o uso do termo “parmesão” no Brasil, desde que o produto não se passe pelo original.
A mesma regra vale para os queijos gorgonzola, fontina, grana e gruyère, além das bebidas genebra e steinhaeger.
O documento lista as empresas autorizadas a continuar usando esses nomes, conforme as condições previstas para cada produto. Essas marcas terão 12 meses, após a entrada em vigor do acordo, para se adaptar às novas regras.
➡️ Com prazo determinado
Nessa exceção, o nome poderá continuar sendo usado por um prazo determinado, contado a partir da validação do acordo. Nesse caso, a embalagem deve indicar a origem do produto, como informar que foi feito no Brasil.
Veja os produtos que entram nesse caso e os prazos de adaptação:
5 anos: Münchener Bier; Pont-l’Évêque; Reblochon ou Rebleusson; Asiago; Taleggio; Tokaj, tokaji ou Tocai; Margot.
7 anos: Feta; Roquefort; Saint-Marcellin; Bordô; Conhaque; Presunto tipo Parma; Grappa ou Grapa.
10 anos: Champagne; Mortadela Bologna ou Mortadela tipo Bologna; Prosecco ou Proseco.
Como funciona a indicação geográfica no Brasil?
Essas proteções são comuns entre países. O Brasil já prevê em lei, independentemente do acordo entre os dois blocos, regras próprias de indicação geográfica.
Na legislação, trata-se de alimentos que apresentam qualidade “única” por causa de recursos naturais (como solo, vegetação e clima) e do modo de produção, segundo o Ministério da Agricultura.
As indicações geográficas existem de duas formas no Brasil. Veja abaixo.
➡️ Indicação de procedência: nome geográfico de país, cidade, região ou localidade que se tornou conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou serviço.
➡️ Denominação de origem: nome geográfico que identifica produto ou serviço cujas características são exclusivas ou essencialmente determinadas pelo local, incluindo fatores naturais e humanos.
O Ministério da Agricultura é uma das instâncias responsáveis por conceder a indicação geográfica.
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Arte g1
Agrishow tem queda de 22% no volume de negócios em meio a guerra no Oriente Médio e altas taxas de juros


A Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, encerrou a edição de 2026 com uma queda de 22% no volume de negócios.
Segundo dados divulgados pela organização nesta sexta-feira (1º), o evento ajudou a prospectar R$ 11,4 bilhões, R$ 3,2 bilhões a menos do que em 2025.
O resultado confirma o cenário de queda de 20% nas vendas do setor de máquinas e implementos agrícolas no país no primeiro trimestre, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
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Entre os problemas associados a esse retrospecto estão altas taxas de juros que dificultam o acesso ao crédito, baixa no preço das commodities, inadimplência no campo, além de desdobramentos da guerra no Oriente Médio que encarecem os custos de produção e reduzem o capital dos produtores para fazer investimentos.
“O mercado reflete uma situação em que o agricultor já vem de alguns anos de aumento de custos de produção e os preços continuam e os preços não estão, as margens deles diminuindo. Por isso nós temos esse volume de recuperação judicial no campo e também o agricultor hoje está priorizando o custeio”, afirmou João Carlos Marchesan, presidente da Agrishow.
Apesar de ter sido comum ver ruas esvaziadas na feira, a organização confirmou que o número de visitantes foi o mesmo do ano passado, de 197 mil pessoas. A próxima edição está prevista para acontecer entre 26 e 30 de abril de 2027.
AGRISHOW 2026 – QUINTA-FEIRA (30) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Sol predominou ao longo do dia na feira.
Érico Andrade/g1
Condições especiais para driblar desafios da economia
Mesmo com a queda divulgada pela organização da Agrishow, representantes de empresas entrevistados pelo g1 fizeram um balanço oposto sobre o evento.
Diretor de marketing da Massey Ferguson, Breno Cavalcanti afirma que as visitações em alta ao estande da marca, com máquinas como tratores e colheitadeiras, foram na contramão dos resultados negativos apontados pelo setor de máquinas agrícolas este ano.
“O mercado está em um momento um pouco mais complexo. A gente sempre se orienta pelos indicadores como Fenabrave e Abimaq. Eles reportam um percentual de queda, mas pra nós a movimentação no estande e as negociações foram muito positivas”, afirmou.
Para atrair os clientes, a fabricante apostou em condições especiais para adesão a consórcios, bem como descontos, redução em taxas e benefícios.
“A gente trouxe uma série de campanhas ao longo do mês de abril que vão se estender até maio (…). Um determinado produto que o cliente comprava, por exemplo, ganhava as três primeiras revisões.”
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Linhas de financiamento especiais, produtos a pronta entrega e alternativas como o “barter”, em que o produtor utiliza a safra futura de grãos como forma de pagamento para insumos como fertilizantes, foram algumas das opções oferecidas pela Coopercitrus na feira.
“Nós organizamos ônibus, vans, para trazer produtores de regiões mais distantes, porque a gente quer que ele aproveite a oportunidade”, afirma o CEO Fernando Degobbi.
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A estratégia, segundo ele, deu certo e resultou em uma movimentação recorde no estande do evento, que representa até 20% do faturamento anual da cooperativa.
“Não sabemos quanto tempo a guerra vai durar, mas alguns produtos, obviamente, pós-guerra, vão cair de preço. Eles estão afetados por esse cenário, só que ninguém sabe até quando. E aí você tem o tempo para poder plantar, para poder colocar os insumos, e essa é a questão que o produtor tem que estar atento e eu acho que ele está entendendo isso. Você pode conferir aqui, é um fluxo bastante grande de produtores”, afirma.
Se os números não foram positivos para todos, o retorno surpreendeu a equipe da Tritucap, empresa de Sertãozinho (SP) que voltou à feira após sete anos com uma tecnologia que faz a erradicação de lavouras de café de maneira sustentável.
“Esperávamos um bom desempenho com o lançamento voltado ao café, que vive um momento positivo, mas o volume de vendas foi três vezes maior do que o previsto”, diz.
Equipamentos voltados para a citricultura, fruticultura, pastagens e trato florestal também tiveram boa aceitação. “Já avaliamos ampliar nossa área de exposição em 2027”, afirma.
Nas palavras de Luís Pio, presidente da Herbicat, que desenvolve tecnologias de aplicação de insumos como um pulverizador inteligente para plantas novas, essa foi a melhor Agrishow da história da empresa mesmo com o cenário desafiador na economia e com os resultados gerais apontados como negativos pelos organizadores.
“Nesta edição, registramos mais de 300 contatos de interessados em nossas soluções, o que estimamos gerar um retorno de vendas entre 10% a 20% no pós-evento. Saímos dessa feira com uma carteira de prospecção mais robusta que a edição passada. Sem dúvida, foi a melhor Agrishow de toda a nossa história.”
AGRISHOW 2026 – QUINTA-FEIRA (30) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Visitante confere máquina agrícola no interior de São Paulo.
Érico Andrade/g1
Ativações geram movimentação milionária
A Agrishow é considerada a maior feira de tecnologia agrícola do país, com uma área de exposição maior do que a de 50 campos de futebol que ajudou a movimentar R$ 5 milhões somente com ativações e ações promocionais nos estandes que fecharam contrato com a BP One, especializada em live marketing.
“O stand é uma plataforma de relacionamento. É o espaço onde a marca se posiciona, traduz a solução, a inovação e ela se tornou uma ferramenta estratégica da geração de valor para a marca. A interação foi extremamente positiva”, afirma Tânia Noguchi, diretora de estratégia e gestão da Live Retail Marketing da BP One.
A empresa é que esteve por trás da operação de grandes marcas como a Valtra, que tinha um espaço próprio de 3,5 mil metros quadrados, e da Baldan, com 4 mil metros quadrados.
“O produtor plural está cada vez mais técnico e objetivo. Então, as marcas, nós como representantes das marcas e como agência, a gente tem que ficar cada vez mais atento para que essas interações façam sentido e sejam cada vez mais relevantes.”
AGRISHOW 2026 – QUINTA-FEIRA (30) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Estande com tratores em exposição na feira.
Érico Andrade/g1
Palco político no interior de SP
Pela representatividade no agro, o evento se tornou uma parada quase obrigatória para aqueles que buscam uma maior proximidade com o setor na corrida a presidente nas eleições 2026.
No domingo (26), como uma das autoridades participantes da cerimônia oficial de abertura, a feira recebeu o vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB), que anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para a compra de equipamentos agrícolas.
Agrishow 2026: Flávio Bolsonaro e Tarcisio de Freitas visitam estande de tratores em evento que acontece em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1
Na segunda-feira (27), foi a vez de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL) visitarem a feira e fazerem críticas ao governo federal, principalmente às políticas voltadas para o setor agropecuário.
Na terça-feira (28) foi a vez de Romeu Zema (Novo-MG), que reiterou críticas ao STF e rebateu declarações do ministro Gilmar Mendes, que ironizou o sotaque mineiro dele.
Na quarta-feira (29), o evento recebeu Ronaldo Caiado (PSD), que questionou a proximidade de outros políticos com o segmento agro apenas em épocas de eleição, e Aldo Rebelo (DC), que sugeriu a criação de um “emendão” para desbloquear obras travadas pelo STF e outras instituições.
AGRISHOW 2026 – QUARTA-FEIRA (29) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à presidência da República, concede entrevista durante visita a feira
Érico Andrade/g1
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Projeto no Pará revoluciona o cultivo de dendê e eleva produção em até 38%; saiba mais


Dendê em sistema agroflorestal: projeto conquista produtores do Pará
Um projeto inovador em Tomé-Açu (PA) está mudando a forma de produzir dendê ao apostar em sistemas agroflorestais que imitam a floresta.
A iniciativa vem recuperando o solo, aumentando a produtividade em até 38% por planta e ainda atraindo o interesse da indústria de cosméticos (veja reportagem completa no vídeo acima).
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O azeite de dendê, muito conhecido por ser ingrediente essencial no acarajé baiano, é hoje o óleo vegetal mais consumido no mundo. Ele está presente em diversos produtos do dia a dia — de alimentos industrializados a cosméticos e até no biodiesel.
Apesar disso, a cultura do dendê carrega uma imagem negativa no cenário internacional, principalmente por estar associada ao desmatamento no Sudeste Asiático.
De onde vem o que eu como: chocolate
No Pará, maior produtor brasileiro, esse cenário começa a mudar. Em Tomé-Açu, produtores estão adotando um modelo mais sustentável, baseado no Sistema Agroflorestal (SAF), que integra o cultivo do dendê com outras espécies.
Diferente do monocultivo tradicional, o chamado “SAF Dendê” combina a palmeira com culturas como açaí, cacau e andiroba. A proposta é simples: reproduzir o funcionamento da floresta.
Esse modelo diversificado não só melhora o equilíbrio ambiental como também reduz a dependência de insumos externos, tornando a produção mais resiliente e sustentável.
Da crise à inovação
A vocação agrícola de Tomé-Açu vem de longe, desde a chegada de imigrantes japoneses na década de 1920. Nos anos 1960, a região viveu o auge da produção de pimenta-do-reino, conhecida como “diamante negro”.
Porém, o cultivo intensivo em monocultura acabou esgotando o solo, favorecendo o surgimento da fusariose, uma doença causada por fungo que devastou as plantações. Esse episódio levou os produtores a repensarem o modelo de produção.
O dendê foi introduzido nos anos 1980, inicialmente também em monocultivo. Mas, com o tempo, os agricultores passaram a incorporar conhecimentos tradicionais da Amazônia, adotando sistemas mais diversificados.
Atualmente, os resultados do sistema agroflorestal têm sido são expressivos:
produção por planta: no monocultivo, cada planta produz em média 130 kg de cachos por ano; no SAF, esse número chega a 180 kg.
recuperação do solo: em cerca de 17 anos, a camada de matéria orgânica aumentou de 5 cm para mais de 30 cm.
valor de mercado: o dendê produzido nesse sistema pode alcançar preços entre 15% e 20% superiores ao convencional.
Além disso, o próprio sistema passa a fornecer nutrientes naturalmente, reduzindo a necessidade de fertilizantes químicos.
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